Casos de racismo e machismo na Assembleia Legislativa são denunciados por deputada

Professor sofreu racismo do vereador Mauro Teixeira e uma advogada diversas ofensas de um partidário de outra candidatura ao cargo de desembargador.
05/06/2018 18h35 - Atualizado em 5/06/2018 18h35
Foto: divulgação

A presidente da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, deputada Alessandra Campêlo (MDB), ocupou a tribuna nesta terça-feira (5) para denunciar dois casos de grande repercussão na opinião pública nos últimos dias. O primeiro é o ato de racismo cometido pelo vereador Mauro Teixeira contra o professor José Luiz Martins. O segundo é o machismo direcionado por um advogado contra a colega de profissão Adriane Magalhães, que recentemente concorreu à vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas pelo Quinto Constitucional da OAB-AM.

Inicialmente, a deputada levou à tribuna o professor José Luiz Martins, 47, conhecido como “Nego da Zumba” ou “Nego da Reino Unido da Liberdade”, que foi vítima de racismo no último sábado, 2 de junho, por parte do vereador Mauro Teixeira. O caso foi registrado como injúria no 18º Distrito Integrado de Polícia.

“É um absurdo que um representante do povo aja dessa forma (com ataques racistas) e é algo que está registrado num boletim de ocorrência, que é um documento oficial e que há testemunhas. Além disso, há vídeos demonstrando a discussão que houve após a agressão verbal, enfim, é decepcionante”, denunciou Alessandra, assegurando que levará o caso a todos os organismos de defesa dos direitos humanos no Estado.

Na sequência, Alessandra levou ao conhecimento dos demais parlamentares o caso envolvendo a advogada Adriane Magalhães. Chamada pela deputada à tribuna da Casa, Adriane relatou as diversas ofensas de cunho machista, sexista e misógino oriundas de um partidário de outra candidatura ao cargo de desembargador. A advogada levou o caso à Polícia Civil e também ao Tribunal de Ética da OAB.

“A Adriane fez algumas críticas em relação a alguns problemas que aconteceram durante a condução da eleição na OAB, críticas que foram feitos por diversos advogados e nenhum advogado relatou que tenha sido atacado como ela foi. Ela foi agredida com calúnia, injúria, palavras de baixíssimo calão”, explicou Alessandra, acrescentando que também encaminhará o caso aos órgãos estaduais e federais de defesa das mulheres.

Na Assembleia, ambos os casos receberam a solidariedade da Comissão da Mulher e da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, presidida pelo deputado José Ricardo Lula (PT). Além disso, os deputados Luiz Castro (Rede), Dermilson Chagas (PP), Serafim Corrêa (PSB) e David Almeida (PSB) condenaram os dois acontecimentos relatos por Alessandra Campêlo.


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