“Se não houver medida judicial de caráter urgentíssimo, teremos leva de demissões no PIM” diz Wilker Barreto

O presidente da Câmara Municipal de Manaus manifestou sua indignação ao ataque inconstitucional direcionado a Zona Franca de Manaus.
12/06/2018 15h27 - Atualizado em 13/06/2018 16h35
Foto: Tiago Corrêa (CMM)

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Wilker Barreto (PHS), utilizou a Tribuna da Casa, nesta segunda-feira (11), para manifestar sua indignação quanto ao que entitula de ataque inconstitucional ao modelo econômico de sucesso, a Zona Franca de Manaus (ZFM). “Não se pode um governo ao seu bel-prazer, quando bem entender, rasgar a Constituição da República. Um governo que não respeita a constituição não exerce a cidadania. Não respeita o estado democrático de direito”, disse.

Barreto reconhece que a ZFM precisa passar por um processo de aprimoramento do seu processo produtivo básico e que cadeias econômicas – a exemplo dos fármacos, petroquímicos e a ecoturística -, precisam melhorar, mas que nada justifica um ataque tão agressivo aos concentrados responsáveis por boa parte do faturamento.

“Um governo que não é governo, é um grande balcão de negócios. Um governo que para se manter negocia claramente no atacado. Numericamente a bancada do Amazonas não é páreo para o Sudeste, mas precisamos estar resguardados na Constituição. É uma matéria que não temos competência de legislar, mas não podemos nos calar. Se esse decreto prosperar, se não tiver uma medida judicial de caráter urgentíssimo, famílias vão passar por grandes dificuldades. Iremos ter uma grande leva de demissões no PIM”, alertou.

Wilker Barreto disse, ainda, considerar ´miopia´ de alguns empresários do Sudeste atacar a ZFM. “São tão míopes que não enxergam que, se virarmos para o extrativismo, o ciclo das chuvas estará ameaçado. Não aguentam uma crise hídrica, mas atacam um modelo econômico que preserva o meio ambiente. E estamos falando de um modelo econômico que é superavitário. Bancada federal, peço que subam à Tribuna e olhem para a bancada de São Paulo e digam: vocês vão virar deserto. Porque se mudarmos para o extrativismo, os primeiros que vão sofrer são os do Sudeste. Vai faltar chuva, sem água não tem vida”, sugeriu.

O presidente da CMM aproveitou para colocar a CMM à disposição. “Sei do trabalho da bancada, mas sei também que todo o Estado precisa estar irmanado em prol do ZFM”, concluiu.


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