Pais abusavam do filho de 11 anos para ‘ensiná-lo a não ser gay’

Durante julgamento, veio à tona que o menino era obrigado a assistir os atos sexuais, e ainda a participar.
04/07/2018 16h54 - Atualizado em 4/07/2018 16h54
Foto: Reprodução

Mais um caso absurdo de homofobia ganhou repercussão, após um casal, que não teve a identidade revelada, ser condenado pelo tribunal de Readon Crown Court do Reino Unido, por manter relações sexuais na frente do filho de 11 anos, além de incluir o garoto em suas transas, incorrendo em estupro de vulnerável, “para ensiná-lo a não ser gay”.

Durante o julgamento, veio à tona que o menino era obrigado a assistir os atos sexuais, e ainda a participar, sendo impelido a fazer sexo oral nos mamilos de sua madrasta, além de ter partes de seus genitais tocado pela mesma.

De acordo com informações do site “Pink News”, a madrasta foi condenada a 9 anos de prisão por agressão indecente ao enteado, e o pai a 6 anos de detenção por induzir o menino ao ato.

O caso foi denunciado pela primeira vez à Justiça em 1998 pela vítima, que hoje tem 30 anos. Na época, os pais conseguiram ludibriar as autoridades, e as investigações não tiveram prosseguimento.

Mesmo assim, a vítima não desistiu e, anos depois, conseguiu reabrir o caso. Agora, os responsáveis foram condenados.

Em seu parecer, a juíza Maria Lamb afirmou que o rapaz “foi uma criança negligenciada por seus pais” e apontou que a madrasta utilizava o garoto, que via na mesma uma mãe, “para satisfazer seus desejos sexuais”.

Com o fim do julgamento, o jovem declarou que espera que sua história possa “ajudar alguma pessoa que passa por isso a denunciar os agressores”. Caso consiga, ele afirma que “ficará feliz” por não ter desistido de fazer Justiça.


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