Ministério Público constata falhas na estrutura do Hospital Regional de Itacoatiara

O objetivo foi subsidiar um inquérito civil instaurado para apurar denúncias sobre falhas na prestação de serviços de saúde, como a falta de médicos, entre outros.
10/08/2018 15h01 - Atualizado em 10/08/2018 18h56
Foto: divulgação/MP-AM

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Itacoatiara, realizou na última quarta-feira (8) uma inspeção no Hospital Regional José Mendes, localizado no município de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus.

De acordo com o promotor de justiça Marcelo Augusto da Silva Almeida, a inspeção foi para subsidiar o inquérito civil instaurado para apurar denúncias sobre falhas na prestação de serviços de saúde, como a falta de médicos, equipamentos danificados, falta de medicamentos, condições de higiene, dentre outras.

A equipe do Ministério Público contou com o apoio do NAT (Núcleo de Apoio Técnico) do MP-AM. A médica Cláudia Antony e o engenheiro civil Francisco Celson Sales atuaram pelo NAT. A ação também foi acompanhada por representantes do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, além dos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Enfermagem.

Durante a diligência foi constatada a existência de graves problemas estruturais que vão, desde a falta de extintores de incêndio e certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, até equipamentos essenciais inoperantes ou funcionando em desacordo com as normas técnicas. Os técnicos verificaram que a centrífuga do laboratório de análises clínicas funciona com seringas plásticas improvisadas no lugar dos tubos adequados.

Máquinas avariadas também prejudicam a esterilização de materiais, gerando risco de contaminação. “Os órgãos de fiscalização colaboradores agora terão o prazo de 30 dias para apresentação de relatório técnico sobre as irregularidades encontradas em cada área de atuação, ao final do que será possível traçar um perfil completo da situação e buscar saídas junto ao Poder Público. que vão desde o ajustamento de conduta até eventual judicialização das demandas”, explicou o Promotor de Justiça Marcelo Almeida.

Informações Assessoria de Imprensa


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