Campanha “Manaus no combate à Sífilis” terá início na segunda-feira (15)

A programação seguirá até o dia 20 de outubro nas Unidades de Saúde, com a intensificação da testagem rápida para o diagnóstico precoce.
13/10/2018 14h48 - Atualizado em 13/10/2018 18h04
Foto: Reprodução

Com o tema “Manaus no combate à sífilis”, a Prefeitura de Manaus inicia nesta segunda-feira, 15/10, campanha para reforçar as ações de combate à doença. A programação está sendo organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e seguirá até o dia 20 de outubro nas Unidades de Saúde, com a intensificação da testagem rápida para o diagnóstico precoce e de orientações do uso correto e regular do preservativo como medida de prevenção da sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

“A Prefeitura de Manaus pretende mobilizar toda a sociedade para o combate à sífilis, reforçando as ações de prevenção e diagnóstico. A prevenção com a utilização do preservativo é essencial no controle da doença, assim como o diagnóstico precoce que vai permitir o tratamento e a cura do paciente. Mas é extremamente importante que seja feito o diagnóstico o quanto antes, para evitar sequelas e o agravamento da doença”, alerta o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

A chefe do Núcleo de Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs/Aids), enfermeira Etelvina da Cruz Alves, explica que dados do Sistema de Notificação de Agravos do Ministério da Saúde (Sinan) apontam que o Amazonas notificou no ano passado 851 casos de sífilis congênita, quando a gestante transmite a doença para o bebê durante a gestação, 1.093 casos de sífilis adquirida e 1.402 casos de sífilis em gestantes. Já no primeiro semestre de 2018, foram 453 casos de sífilis adquirida, 631 em gestantes e 327 de sífilis congênita.

“O número de casos de sífilis tem aumentado em todo o país e o Sistema Único de Saúde (SUS) tem intensificado ações de combate à doença. Uma das preocupações é com o acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal para o diagnóstico precoce e início imediato do tratamento, evitando a transmissão da doença para a criança durante a gestação”, avisa Etelvina Alves.

Para evitar a sífilis congênita, a Semsa investe na ampliação da oferta do teste rápido para a doença, preferencialmente, na primeira consulta do pré-natal, com acompanhamento em toda a gestação. “A doença pode causar sérias complicações na gravidez, como aborto ou parto prematuro. E ainda a criança pode nascer com sequelas como problemas na dentição e cegueira”, ressalta.

A Semsa oferece a testagem rápida para sífilis, HIV e hepatites B e C em 145 Unidades de Saúde, inclusive em Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs). As UBSs também disponibilizam preservativos gratuitamente na rotina diária dos serviços.

“O teste rápido é um exame prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos. Todas as gestantes quando diagnosticadas devem ser tratadas. É importante também tratar o parceiro, pois às vezes a pessoa recebe o tratamento e fica curada, mas se seu parceiro não se tratar, ela acaba se reinfectando”, explica a enfermeira.

Infecção
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior.

Os sintomas da sífilis primária são: ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

Na sífilis secundária, os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Podem ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias. Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas pelo corpo.

Na sífilis latente (fase assintomática) não aparecem sinais ou sintomas. É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

A fase terciária pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.


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