PDT quer cancelamento de eleições, Haddad cita impugnação e Jaques Wagner quer esperar

Carlos Lupi disse que partido de Ciro Gomes prepara uma peça jurídica com a qual irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições presidenciais de 2018.
18/10/2018 16h31 - Atualizado em 18/10/2018 16h31
Foto: Reprodução

ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta quinta-feira que o partido está preparando uma peça jurídica com a qual irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições presidenciais de 2018. As justificativas são as denúncias de que empresas financiaram uma campanha contra o PT, de Fernando Haddad, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp.

Os argumentos do pedido ainda estão sendo preparados pelos advogados da legenda, que devem endereçar a solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira, informa que empresas bancaram, com contratos de R$ 12 milhões, serviços de disparos de mensagens no WhatsApp contra os petistas, favorecendo Jair Bolsonaro (PSL).

Sobre esta iniciativa do PDT, o articulador político da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência, Jaques Wagner, disse que é preciso aguardar uma investigação para falar em anular a eleição.

“Vamos esperar a investigação que é melhor”, comentou Wagner, sobre a posição do PDT.

O senador eleito pela Bahia reforçou que a onda de mensagens representa crime eleitoral e precisa ser investigada pela Polícia Federal.

Haddad promete ir à Justiça contra disparo de mensagens e cita impugnação
Após dizer em entrevista à Tupi que Bolsonaro criou uma ‘organização criminosa de empresários’, Fernando Haddad afirmou, em coletiva de imprensa, que vai acionar todos os mecanismos judiciais para que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e os empresários supostamente envolvidos sejam punidos.

O petista citou até a possibilidade de que a candidatura do adversário seja impugnada e o terceiro colocado no primeiro turno seja chamado para disputar a segunda etapa da disputa.

“Em qualquer lugar do mundo isso seria um escândalo de proporções avassaladoras, poderia encerrar até com a impugnação da candidatura com o chamada do terceiro colocado para disputar o segundo turno”, disse Haddad.

O petista apontou que o próprio adversário, falando por viva-voz no celular, pediu a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa 2, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.

Independentemente do resultado eleitoral, Haddad afirmou que sua campanha irá rastrear os responsáveis pela disseminação do conteúdo e pedirá prisão em flagrante ou prisão preventiva dos responsáveis.

O petista também afirmou que irá cobrar de Bolsonaro uma reparação por informações mentirosas feitas contra ele durante o processo eleitoral. “Isso não tem prazo para acabar, vamos até às últimas consequências.”


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