Personagem de quadrinhos inspirado na realidade local ganha música e animação

Curumim, o último herói da Amazônia foi criado em 1983 pelo jornalista e cartunista Mário Adolfo virou música e animação.
12/10/2018 15h06 - Atualizado em 12/10/2018 15h06
Foto: Reprodução

Curumim, o último herói da Amazônia, personagem de quadrinhos criado em 1983 pelo jornalista e cartunista Mário Adolfo virou música e animação. Para embalar as aventuras do indiozinho pela floresta, Mário Adolfo e Zeca Torres resolveram criar uma parceria depois de mais de 40 anos de uma amizade que começou no Colégio D. Pedro II (Estadual) e se fortaleceu no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas.

‘A floresta do Curumim’, trilha da animação que está sendo lançada pela Marvi Mídia, tem letra de Mário e Música de Torres e narra a preocupação do Curumim com os invasores da floresta. A música foi composta em maio deste ano e gravada pelo próprio Zeca Torres nos estúdios Paulo Marinho.

O backing vocal l de A Floresta do Curumim foi feito pelas menininhas Andrezza Silane da Silva (10) e Lunna Beatriz Farias de Sousa (11 anos). Apesar da pouca idade, já participaram de grandes espetáculos, como Encantos da Floresta, em outubro de 2017 no Teatro Amazonas e do concerto de Natal Ceci e a Estrela, o Natal Floresta, onde atuaram, cantaram e dançaram. Atualmente fazem parte do coral infantil do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro.

— Há muito tempo a música para o Curumim vinha bailando na minha cabeça, mas, no corre-corre do dia-a-dia das redação do jornal, nunca parei para concretizar a ideia. Em fevereiro de 2017 tive um grave problema de saúde e fiquei internado numa UTI de hospital. Foi lá, saindo de um coma, que a canção veio quase completa na minha cabeça. Tentei repetir várias vezes para gravar a música apenas no pensamento, já que naquele momento em havia perdido a mobilidade, não conseguindo andar e muito menos escrever – relata Mário Adolfo.

Quando saiu do hospital, o criador do Curumim teve um encontro com Zeca Torres e disse que o havia escolhido para comporem juntos a canção. “Sou fã do Torrinho, como vou chamar sempre, desde o tempo em que, ainda moleque, frequentava os festivais da canção do Amazonas, no anfiteatro do Parque Dez, e me apaixonei por sua música”, revela o jornalista.

Zeca Torres conta que a música foi composta praticamente pelo WathsApp. “O Mário me enviou a letra pelo celular e trabalhei alguns meses para adaptar a melodia. Mas depois ela fluiu de forma leve, como se estivéssemos caminhando na floresta, em meio aos bichos que habitam o mundo do Curumim. Depois, gravei um demo e mandei também pelo celular. Ele gostou e partimos para o estúdio”, conta o músico.

Porto de Lenha
José Evangelista Torres Filho – Zeca Torres – é filho de músico, regente e compositor da banda do exercito, de onde veio seu DNA para a música. Nasceu em Belo Horizonte, viveu sua infância no Rio de Janeiro. Mudou-se para Manaus no ano de 1968. Começou a compor no início dos anos 70, quando participou de vários festivais.

Zeca Torres gravou seu primeiro álbum, “Porto de Lenha”, em 91 no Rio de Janeiro. Foi produzido pelo músico Maurício Maestro – que também participa como instrumentista, arranjador e intérprete – conta também com arranjos de Adriano Giffoni e Glória Calvente, além de músicos e participações como Claudio Nucci, David Tygel, Luciano de Castro, João Rebouças, Tito Freitas, Beto Cazes, Roberto Stepheson e Daniel Garcia. O lançamento do LP – ainda em vinil – se deu com uma noite de autógrafos no Amazonas Shopping, seguido de show no Teatro Amazonas, com a participação especial do grupo vocal Boca Livre.

Nasce um herói da Amazônia
Mário Adolfo Aryce de Casto nasceu em Manaus, é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas e criou o personagem Curumim em 1983, exclusivamente para o suplemento infantil que tem o mesmo nome, que era encartado no jornal A Crítica. O convite foi feito pelo empresário de comunicação Umberto Calderaro, com quem Mário Adolfo iniciou sua carreira no jornalismo como repórter, em 1976 quando ainda era estudante.

Em 1987, o jornalista se transferiu para o jornal EM TEMPO onde esta até hoje, exercendo cargo de Diretor de Redação e editando o Curumim através da empresa Marvi, integrada por seus dois filhos, Mario Adolfo Filho Aryce de Castro Filhoe Marcus Vinícius Pessoa Aryce de Castro, publicitário.

Ao longo de sua carreira Mário Adolfo ganhou dois Prêmios Esso de Jornalismo, o Prêmio Caixa Econômica de Jornalismo Social, Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Menção Honrosa no Prêmio Ayrton Senna, Prêmio Massey Ferguson de jornalismo.

No campo da música, ganhou três festivais de marchinhas carnavalescas do Manaus Plaza Shopping – uma em parceria com Edu do Banjo e Dudu Brasil (Ponto G) e duas com Júnior Rodrigues (Faxina Geral e Casamento Gay). Compôs também 14 marchinhas com sátiras políticas, em parceria com Edu do Banjo, Dudu Brasil e Mestre Pinheiro, para a Banda Independente e Confraria do Armando (Bica).

Em 2015, através de projeto do deputado estadual Dermilson Chagas, o personagem Curumim foi tombado como Patrimônio Cultural de Natureza Material do Amazonas.

Fonte: Blogo do Mário Adolfo


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