Produtores de soja reivindicam que Bolsonaro garanta o porte de arma

Os produtores de soja, principal produto de exportação do País, querem que Bolsonaro garanta a posse de armas nas propriedades rurais e acabe com o licenciamento ambiental de atividade realizadas nessas propriedades.
17/10/2018 12h01 - Atualizado em 17/10/2018 16h42
Foto: Reprodução

A Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) – uma das maiores do agronegócio brasileiro – apresentou as suas reivindicações ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro. O documento, que possui uma série de solicitações sobre questões ambientais, fundiárias, logística e de segurança, pede mudanças drásticas em itens que, necessariamente, teriam de passar por amplas discussões no Congresso para serem levados adiante.

Os produtores de soja, principal produto de exportação do País, querem que Bolsonaro garanta a posse de armas nas propriedades rurais, acabe com o licenciamento ambiental de atividade realizadas nessas propriedades, impeça a ampliação de terras indígenas, apoie políticas de negociação bilateral com a China e crie linhas que permitam aos produtores repactuar dívidas não bancárias com agentes de nanciamento rural.

“Todos os problemas são urgentes, mas eu acredito que a questão da insegurança é a pior para nós. Ninguém
aguenta mais essa banalização. Está na hora das pessoas terem suas armas, sim”, diz Antonio Galvan, presidente
da Aprosoja no Mato Grosso e vice-presidente da associação no Brasil.

“Hoje entram na sua casa e te matam. Se o bandido souber que a pessoa pode ter uma arma em casa, isso já inibe o assalto. Então, tem de ser liberado o quanto antes, e para qualquer propriedade, seja rural ou urbana.”

Licenciamento

Do lado ambiental, a Aprosoja pede o mudança do licenciamento para atividades tocadas em propriedades
rurais. Se alguma licença for necessária, que seja concedida “de forma digital automática e online, bastando declaração do proprietário rural”.

Querem ainda que não sejam mais impostas moratórias (acordos) e exigências para a produção, ações que, segundo o setor, seriam “impostas de forma recorrente por ONGs”. Outro ponto polêmico diz respeito à questão fundiária. O agro quer que a demarcação de novas terras indígenas só ocorra em situações em que a terra tenha presença de índios após a data de promulgação da Constituição de 1988, ou seja, leve em conta o chamado “marco temporal”.

Os produtores pedem que seja proibida a ampliação de terras indígenas já demarcadas e que seja considerado “ato criminoso a invasão de propriedade rural com intuito de promover a expropriação”. Sobre ações econômicas e outros incentivos, o setor reivindica uma “política externa de negociação bilateral com a China e a repactuação de dívidas rurais”.

Na terça-feira, 16, o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, disse que não acredita que, caso Bolsonaro seja eleito presidente, venha a adotar uma postura de negociação com os chineses que prejudique as exportações de soja do Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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