Vaza vídeo de Plínio Valério supostamente recebendo propina na CMM

Segundo o político o vídeo é referente a pagamento de salário.
03/10/2018 18h11 - Atualizado em 4/10/2018 14h04
Foto: reprodução

Redação AM POST

Um vídeo antigo do candidato ao Senado Federal, Plínio Valério (PSDB), supostamente recebendo propina na Câmara Municipal de Manaus viralizou na redes sociais na reta final da campanha política.

Segundo conteúdo do vídeo datado de 2003, época em que Plínio era vereador em Manaus, o político aparece recebendo uma quantia em dinheiro vivo nas dependências da Câmara Municipal.

As imagens legendadas mostram o diálogo do vereador com um homem não identificado. “Rapaz, chegou esse material aqui quero me ver livre”, diz o homem ao político. “Não, tem que ser!”, retruca Plínio.

Veja vídeo:

Pagamento de salário
A reportagem do Portal AM POST entrou em contato com a assessoria do político que explicou que as imagens são de 2003 e são referentes a pagamento de salário que a própria CMM estava fazendo a seus funcionários devido a bloqueios em suas contas bancárias.

Em ação judicial a defesa de Plínio Valério esclarece ainda que “ocorre que o fato retratado se cingiu ao recebimento em dinheiro referente ao salário do representante, que figurava como vereador de Manaus. À época houve um bloqueio das contas da Câmara Municipal de Manaus por força de decisão judicial. Trata-se de situação amplamente noticiada em 2003 nos jornais que forçou todos os pagamentos feitos pela CMM a serem realizados em espécie”.

No último dia 23 de setembro, em decisão judicial o juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM), Victor Andre Luizzi Gomes, afirmou que “verifica-se que há imputação de crime de desfavor do representante, por meio de vídeo-montagem divulgado em grupo privado de ‘WhatsApp’”.

O juiz informou em seu parecer que “os autores das mensagens excederam os limites de garantia constitucional da liberdade de expressão, transformando o grupo de ‘WhatsApp’ em instrumento para veiculação de propaganda negativa e caluniosa em desfavor do representante, o que justifica a concessão da tutela de urgência pleiteada”.

Luizzi Gomes deferiu o pedido de tutela de urgência ao WhatsApp Inc. que remova os arquivos correspondentes aos códigos de identificação citados no prazo de um dia, sob pena de multa diário de R$ 10 mil. Pediu também que se oficiasse à operadora Vivo solicitando todas as informações relativas à titularidade de duas linhas telefônicas utilizadas para disseminar o vídeo no prazo de um dia, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.


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