Homem que matou esposa grávida e duas filhas é condenado à prisão perpétua

Christopher Watts, de 33 anos, afirmou inicialmente que tinha matado a mulher depois que ela assassinou as filhas de 3 e 4 anos. Ele admitiu culpa para não receber pena de morte e não terá direito a condicional.
20/11/2018 09h04 - Atualizado em 20/11/2018 09h04

Foto: Reprodução


Christopher Watts foi sentenciado nesta segunda-feira (19) a três sentenças de prisão perpétua sem direito a condicional, no Colorado, por matar sua esposa grávida e suas duas filhas pequenas e jogar os corpos em um poço de petróleo.

Os promotores disseram que concordaram em não buscar a pena de morte em troca da declaração de culpa do acusado, depois de pedir a aprovação da família de Shanann Watts.

Watts, de 33 anos, havia se declarado culpado de três acusações de homicídio nas mortes de Shanann e suas filhas pequenas. Ele também se confessou culpado em 6 de novembro de duas acusações de ter matado uma criança, uma acusação de término ilegal de uma gravidez e três acusações de adulteração de um corpo humano falecido.

Uma amiga pediu à polícia que checasse se estava tudo bem com Shanann Watts em 13 de agosto, depois de não ter conseguido contatá-la e preocupada com o fato de a mulher, de 34 anos, ter perdido uma consulta médica. Os oficiais inicialmente cuidaram da busca e logo procuraram apoio dos investigadores do Colorado e do FBI.

Enquanto isso, Christopher Watts conversava com repórteres de televisões locais da varanda da frente da casa da família em Frederick, uma pequena cidade nas planícies ao norte de Denver, onde plataformas de perfuração e poços de petróleo cercam loteamentos lotados.

Watts implorou pelo retorno da família, dizendo aos repórteres que sua casa estava vazia sem Bella, de 4 anos, e Celeste, de 3 anos, assistindo a desenhos animados ou correndo para recebê-lo na porta.

Poucos dias depois, ele foi preso e acusado de matar sua família.

Registros do tribunal revelaram que Watts reconheceu à polícia que matou sua esposa. Ele disse aos investigadores que a estrangulou de “raiva” quando descobriu que ela havia matado suas filhas depois que ele pediu a separação.

Os promotores já chamaram seu relato de “uma mentira descarada”.

A polícia descobriu que Christopher Watts estava tendo um caso com um colega de trabalho, o que havia negado antes de ser preso.

As autoridades não divulgaram relatórios de autópsia ou qualquer informação sobre como a mãe e as filhas morreram. Os promotores disseram que os relatórios seriam divulgados depois que Watts fosse condenado.

Os corpos das meninas foram encontrados submersos em um tanque de óleo, em uma propriedade da empresa em que Watts trabalhava até sua prisão. O corpo de Shanann Watts foi encontrado enterrado nas proximidades, em uma cova rasa.

Os assassinatos chamaram atenção da mídia em todo o país e se tornaram assunto de blogs sobre crimes e canais de vídeo online, auxiliados por dúzias de fotos e vídeos da família compartilhados por Shanann Watts nas mídias sociais, mostrando o casal sorrindo e se divertindo com as filhas.

Mas os registros dos tribunais mostraram que o estilo de vida do casal revelava problemas financeiros. Eles entraram em concordata em junho de 2015, seis meses depois de Christopher Watts ter sido contratado como operador da Anadarko Petroleum, grande perfuradora de petróleo e gás, com um salário anual de cerca de US$ 61.500.

Na época, Shanann Watts trabalhava em um call center hospitalar infantil ganhando US$ 18 por hora.

Eles relataram ganhos totais de US$ 90.000 em 2014, mas US$ 70.000 em sinistros não garantidos, juntamente com uma hipoteca de quase US$ 3.000. As reivindicações incluíam milhares de dólares em dívidas de cartão de crédito, alguns empréstimos estudantis e contas médicas.

Fonte: AP

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