Recursos dos fundos são insuficientes para amenizar caos na saúde, afirma Josué Neto

O deputado votou favorável ao Projeto de Lei que autoriza a transferência mas avalia que a verba é insuficiente para solucionar as dívidas.
15/11/2018 14h12 - Atualizado em 15/11/2018 14h34

Foto: Divulgação


O deputado estadual Josué Neto (PSD) votou favorável ao Projeto de Lei que autoriza a transferência de 80% dos recursos de dois fundos de desenvolvimento do interior para área da saúde, mas avalia que a verba é insuficiente para solucionar as dívidas dos meses anteriores e os problemas de falta de equipamentos e materiais dos hospitais do Estado.

O projeto, aprovado por unanimidade, nesta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), prevê que os recursos do FMPES (Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Amazonas) e FTI (Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas) sejam transferidos para área da saúde.

“É importante lembrar que esses recursos poderão ser utilizados para pagar o mês de novembro e de dezembro, mas não contemplam os meses anteriores. Então se o governo do Estado não tiver uma outra alternativa o governador eleito quando assumir em janeiro já vai receber essa dívida”, afirmou.

Opinião semelhante tem uma das representantes dos terceirizados, a médica Érika Loureiro, que avalia que os recursos não serão suficientes para cobrir as despesas do setor. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) a dívida dos terceirizados é de R$ 180 milhões, enquanto os recursos a serem remanejados para pagamento do pessoal da saúde é de pelo menos R$ 170 milhões.

Para Josué Neto, que é presidente da Comissão de Finanças Públicas da Aleam, o governo vai precisar cortar gastos de outras áreas para suprir as demandas da saúde no Amazonas, pois segundo ele a situação não se resume ao pagamento de pessoal.

“O sentimento de uma pessoa nos hospitais públicos hoje do Amazonas é ‘eu não quero morrer’. Então não são só os pagamentos dos terceirizados. Temos o caso de três mães que morreram em Novo Aripuanã, reflexo da falta de médicos, equipamentos e materiais. Então, não é só o pagamento de pessoal”, disse.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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