Polícia de SP investiga envio de cabeça de porco para Joice Hasselmann

Na semana passada, a deputada do PSL recebeu um pacote com uma cabeça de porco e um bilhete com os dizeres “vai sofrer e vai morrer”.
06/12/2018 12h36 - Atualizado em 6/12/2018 18h04
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar um pacote enviado para a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) na semana passada.

No dia 30 de novembro, a jornalista denunciou que recebeu uma encomenda que parecia um presente, mas que continha, na verdade, uma cabeça de porco, uma peruca loira e um bilhete com os dizeres “vai sofrer e vai morrer”.

Ela divulgou a informação por meio de um vídeo publicado em todas as suas redes sociais.

Segundo Hasselmann, essa não foi a primeira ameaça que recebeu. “Mais uma intimidação, mais uma ameaça de morte […] Eu não tenho medo de bandido, pode intimidar do jeito que for. Eu não tenho medo”, diz a parlamentar no vídeo.

A deputada eleita tem sido vista com um esquema reforçado de segurança particular. Segundo o site VEJA, ela teme ataques por ser ativista do estado de Israel.

Por meio de uma nota, a Polícia Civil afirmou que o Departamento Estadual de Investigações Criminais está comandando as investigações.

“O caso é investigado pela Polícia Civil por meio do DEIC, que realiza diligências e está ouvindo testemunhas. Imagens de câmeras de monitoramento estão sendo analisadas em busca da identificação do responsável pela entrega da encomenda”, diz a nota.

Em 2016, a jornalista já havia denunciado que vinha sendo intimidada. Em um vídeo publicado no Facebook, ela afirmou que todos os dados de sua família foram divulgados e sua filha teria sido alvo de uma ameaça. Na época, ela contatou a Polícia Federal para investigar a situação.

A reportagem tentou entrar em contato com Hasselmann, mas não obteve resposta até sua publicação.

Deputada mais votada na história

Jornalista de formação, Hasselmann foi a deputada federal mulher mais votada no Brasil, com um milhão de votos por São Paulo. Ela só ficou atrás de Eduardo Bolsonaro que totalizou 1,8 milhão de votos.

Fonte: Exame

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