Deputado diz que governo de Wilson não tem planejamento e quer cheque em branco com recurso do FTI

Prefeitos do interior e deputados se posicionaram contra a tentativa do governador de cobrir rombo na saúde com recurso necessário para municípios.
13/02/2019 16h39 - Atualizado em 15/02/2019 13h03

Foto: Reprodução


Redação AM POST

Alguns deputados estaduais e prefeitos do interior do Amazonas prometeram lutar contra a pretensão do governador, Wilson Lima (PSC), de retirar R$ 263 milhões do Fundo ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para tentar amenizar o problema da saúde em Manaus.

De acordo com o presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Andreson Cavalcante, as prefeituras do interior do estado vão se mobilizar para não perder o recurso porque é uma verba necessária e que consequentemente vai fazer falta para os municípios.

ALE
A liderança do governo Wilson Lima na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) encaminhou na manhã dessa quarta-feira (13) para deliberação o Projeto de Lei que Regulamenta a Política Estadual de Incentivos Fiscais e Extrafiscais nos termos da Constituição do Estado.

No entanto, o projeto que usaria recursos do FTI foi retirado de tramitação e nem chegou a ser votado após os deputados Wilker Barreto (PHS), Dermilson Chagas (PP) e Felipe Souza (PHS) fazerem duras críticas a medida.

Parlamentar de oposição ao governo, Wilker Barreto afirmou que o governo está pedindo o recuso para aplicar na saúde mas não tem nenhum planejamento estratégico e portanto concede-lo seria rasgar dinheiro do contribuinte.

“Eu apoiaria os recursos do FTI se eu enxergasse do governo um planejamento de enfrentamento da crise na saúde. O que o governo quer é um cheque em branco. Na minha opinião, o governo errou também lá atrás e o que nós queremos é enxergar o horizonte, saber que vamos ver um governo enfrentando o problema, e não um gastador inveterado que está pedindo mais dinheiro sem nenhum planejamento”, destacou Wilker.

“Nós vamos rasgar dinheiro do contribuinte! Então, o governo do Amazonas tem obrigação de apresentar à Assembleia um planejamento estratégico para enfrentar o problema, se não vai ser uma medida paliativa e não vai resolver o problema”, completou.

De acordo com Dermilson, governos anteriores que enviaram projetos para desviar os recursos do FTI pra custeio – que na sua origem são direcionados para o interior- possuíam validade até o dia 31 de dezembro, para que no ano seguinte possam retornar a sua ascendência.

“Não sou contra saúde, mas isso é um cheque em branco. Este projeto não tem início e nem fim vai fazer com que o governador use ano que vem, sem precisar da uma nova aprovação da Assembleia, por não haver a validade. E com isso, vamos perder mais uma vez o poder que nos foi dado pelo povo”, disse Dermilson.

Dermilson ainda ressaltou que após fazer uma pesquisa realizada no portal da transparência do Governo, foi constato que desde janeiro deste ano, o recurso do FTI está sendo gasto para custeio da máquina pública, sem autorização da Assembleia.

“No portal consta que já existem R$ 62 milhões empenhados sendo que no mês de janeiro já foram pagos R$ 3 milhões e agora neste mês R$ 7 milhões, tudo com o dinheiro de FTI. Por que estão mandando uma mensagem se já estão usando o FTI para custeio? É um absurdo o que estão fazendo, isso é pedalada fiscal”, disse.


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