Governo contrata empresa acusada de servir comida estragada para cuidar da merenda de escolas estaduais no AM

O contrato foi assinado pelo secretário de educação Luiz Castro e publicado no Diário Oficial do Estado.
11/02/2019 19h28 - Atualizado em 12/02/2019 17h41
Foto: Divulgação

Responsável por preparar e entregar alimentos a detentos e policiais que trabalham no sistema penitenciário do Amazonas, a empresa G.H. Macário Bento conseguiu obter o mesmo contrato de serviço, no governo de Wilson Lima (PSC), para cuidar da merenda escolar dos alunos da rede estadual de ensino da capital e interior do Estado.

Uma investigação do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) aponta que a empresa é suspeita de entregar comida estragada e adulterar a quantidade de refeições recebidas nas unidades prisionais, o que gerava enriquecimento ilícito aos seus proprietários.

Além da G.H. Macário, a gestão de Wilson contratou a Bento Martins de Souza Eirelli, que já fornece na pasta há mais de cinco anos, para também entregar refeições (almoço e lanche) aos estudantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Da mesma família, as duas empresas fecharam contratos de R$ 15,718.015,62 e R$ 17.188.920,00, respectivamente, sem passar por concorrência pública, somando R$ 32,9 milhões. Sob a justificativa de serem emergenciais, os contratos foram assinados pelo secretário Luiz Castro e publicados no Diário Oficial do Estado (DOE-AM), na última quarta-feira (6/02).

Infecção intestinal
Há menos de cinco meses, G.H. Macário Bento virou alvo do Inquérito Civil 003/2018 do Ministério Público do Estado do Amazonas por irregularidades no fornecimento de alimentação aos presos da carceragem da Delegacia de Polícia de Alvarães (a 563 quilômetros de Manaus).

Segundo o promotor de justiça Roberto Nogueira, que assina a investigação, além da insuficiência e péssima qualidade dos alimentos servidos, está sendo apurada também a situação de regularidade da terceirização do fornecimento de alimentação.

Seduc
Em nota enviada à reportagem, a Seduc informou que a contratação das referidas empresas (G.H. Macário Bento e Bento Martins) foi feita em caráter emergencial por conta da “suspensão de contratos das prestadoras de serviços anteriores por determinação judicial”, e que a nova contratação está sendo feita em decorrência da necessidade imediata para atender a alimentação nas escolas.

Por Agência Am1


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