Governo não cumpriu o que foi pedido sobre o projeto que destina recursos do FTI, diz deputada

Para Mayara Pinheiro o projeto é genérico, foi totalmente reformulado e não atende as demandas da área.
14/02/2019 15h08 - Atualizado em 15/02/2019 13h03

Foto: Reprodução


Redação AM POST

A presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Dra. Mayara Pinheiro (PP), tem acompanhado de perto o cenário caótico em que se encontra a Saúde no estado. Nesta quinta-feira (14), no plenário Ruy Araújo, na Aleam, Dra. Mayara disse que o Governo não cumpriu o que foi pedido sobre o projeto que destina recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI).

A verba do fundo só pode ser investida no interior do estado. O governador precisa da autorização dos deputados da ALE para utilizar o recurso em demandas da saúde na capital. Para Mayara o projeto é genérico, foi totalmente reformulado e não atende as demandas da área necessitando de uma revisão com urgência.

No fim da manhã, ela recebeu a notícia de que a Mensagem Governamental foi retirada de pauta. “Estou muito orgulhosa, meus colegas ficaram firmes em fazer o certo. Não sou oposição, mas quero ajudar. Acredito que ambas as partes podem se alinhar e chegar a um entendimento sobre o uso do FTI para a saúde”, disse Dra Mayara.

Ainda segundo a deputada, a proposta é que 25% por cento deste recurso seja destinado ao interior do Amazonas.

Fcecon
Durante visita à Fundação de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon) na tarde de quarta-feira (13), deputada disse ter se surpreendido com o esquecimento do hospital especializado no tratamento de pacientes com câncer.

“Das sete salas de cirurgias, apenas quatro estão funcionando. E não é só isso, há problemas em diversos setores da Fundação, que atende a capital, interior e ainda outros estados da Região Norte. Precisamos investir para fortalecer o tratamento dos pacientes que chegam de forma fragilizada. O diagnóstico de câncer é grave, por isso, requer uma atenção especial dos médicos. É necessário olhar com mais carinho para a Fcecon”, disse a Dra. Mayara.

Vale lembrar que além da fundação, apenas a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), realiza atendimento relacionado ao câncer, no caso pacientes com leucemia. Hoje, o local recebe de 250 a 300 pessoas por dia no ambulatório, 100 na radioterapia, e 70 na quimioterapia.

O hospital tem na área de imagenologia apenas três médicos, quando o necessário é de seis a oito profissionais. “Temos dez aparelhos, se tivéssemos mais médicos, poderíamos fazer mais exames e qualificar o atendimento”, afirmou a gerente do serviço de imagenologia, Sabrina Bianco.

O diretor-presidente da Fcecon Dr. Gerson Mourão, reconheceu os problemas do hospital e pediu ajuda da deputada e demais membros da Aleam, para reforçar o investimento na fundação.


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