Helicóptero da SSP-AM resgata adolescente picado por cobra em comunidade rural de Manaus

O resgate ocorreu na comunidade São Sebastião (a 62 quilômetros de Manaus), à tarde, onde a equipe buscou o jovem no helicóptero Águia 1 para atendimento médico na capital amazonense.
24/02/2019 09h40 - Atualizado em 24/02/2019 15h04

Foto: Divulgação


Da Redação 

O Departamento Integrado de Operações Aéreas (DIOA), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), realizou, neste sábado (23/02), o resgate aéreo de um adolescente de 13 anos picado por uma cobra peçonhenta em uma comunidade rural localizada no rio Cuieiras, afluente do rio Negro, na zona rural de Manaus. O resgate ocorreu na comunidade São Sebastião (a 62 quilômetros de Manaus), à tarde, onde a equipe buscou o jovem no helicóptero Águia 1 para atendimento médico na capital amazonense.

A solicitação do socorro foi feita pelo Samu, que também enviou agentes no helicóptero juntamente com a tripulação da Secretaria de Segurança. A aeronave desembarcou na Comunidade São Sebastião, onde o resgate se deu, por volta das 15h. Entre a ida e a volta até a localidade, a equipe levou cerca de uma hora.

Edvan da Silva de Oliveira recebeu os primeiros atendimentos de um médico do Samu e da tripulação da SSP-AM, ainda na comunidade. O jovem desembarcou em Manaus ao lado do pai, Edmar, na Vila Olímpica, no Dom Pedro, zona centro-oeste, e foi levado de ambulância ao Hospital de Medicina Tropical para receber atendimento especializado.

A tripulação da aeronave Águia 01 era composta pelos pilotos major Cavalcante, delegado Artur e o sargento Rego, tendo ainda um médico do Samu, doutor Bernarde.

Atendimento – De acordo com o diretor clínico da FMT-HVD, o infectologista Antônio Magela, o adolescente está sendo assistido por especialistas da unidade, seu estado é estável, mas devido à gravidade do acidente, ainda é cedo para saber se terá algum comprometimento no membro atingido.

“A suspeita é de que tenha sido um Acidente Botrópico (causado por jararaca), apesar da família ter narrado que a picada seja de uma Pico de Jaca. A Pico de Jaca é a verdadeira Surucucu, que vive em floresta primária e densa e os acidentes com essa espécie costumam ser noturnos. Cerca de 97% dos acidentes na Amazônia são por serpentes do tipo Bothrops”, disse Magela.

Por precaução, segundo o médico, o paciente recebeu dois tipos de soro para neutralizar o veneno de ambas as serpentes (soro bivalente e o anti botrópico-laquético). Ainda segundo ele, o soro antiofídico só pode ser aplicado em ambiente hospitalar, por conta do risco anafilático. “O resgate de helicóptero foi importante, dada a distância em que estava. Isso pode fazer a diferença no sucesso do tratamento”.

Nos casos de mordidas desse tipo, a orientação do médico é manter a pessoa em posição confortável e buscar, o mais rápido possível, um ambiente hospitalar.

Com informações da Assessoria 

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