Líder do PCC e mais 21 integrantes de facção devem ser transferidos para presídio federal

Atualmente, Marcola está na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde também ficam presas algumas das lideranças mais perigosas do PCC.
13/02/2019 08h50 - Atualizado em 13/02/2019 08h50

Foto: Reprodução


Uma operação policiail foi montada nesta quarta-feira para transferir para umpresídio federal Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola , apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), principal facção criminosa de São Paulo. Outros 21 presos ligados ao grupo criminoso também devem deixar penitenciárias paulistas nesta quarta-feira.

Atualmente, Marcola está na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde também ficam presas algumas das lideranças mais perigosas do PCC.

— Estão sendo transferidos 15 presos que estavam na P-2 de Presidente Venceslau e sete presos que estavam no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) — afirmou ao GLOBO o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Um forte esquema de segurança foi montado por forças policiais do estado e da União para fazer o transporte. Marcola deve sair de Presidente Venceslau em um coboio, em direção ao aeroporto de Presidente Prudente, onde deve embarcar num avião das Forças Aéreas Brasileiras (FAB). A distância entre as duas cidades é de pouco mais de 60 quilômetros.

O destino dos presos do PCC não foi revelado por questões de segurança.

A transferência dos chefes da facção para presídios federais vem sendo discutida desde o final do ano passado, quando os serviços de inteligência descobriram um plano para resgatar criminosos em Presidente Venceslau. Na época, o governador Márcio França (PSB) se posicionou contra a medida.

Durante a campanha e os primeiros dias de governo, João Doria (PSDB) se comprometeu a ter uma postura mais dura em relação aos criminosos, em uma tentativa de se alinhar a medidas propostas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Dentro do governo paulista, o principal temor com a tranferência era a possibilidade de rebelições dentro dos presídios e ações criminosas nas ruas, como já aconteceu no passado.

Em 2001, detentos de 29 penitenciárias iniciaram uma megarrebelião sob a coordenação do PCC. Em 2006, a intenção de remover 765 presos para prevenir outro grande motim deflagrou uma onda de violência no estado. Edifícios públicos e privados foram depredados e destruídos. Ônibus foram incendiados e 439 pessoas foram assassinadas com armas de fogo, entre civis e agentes públicos.

Fonte: Jornal Extra

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