Médico suspeito de violar sexualmente mais de 100 pacientes, entre crianças e adolescentes, é preso

Segundo a Polícia Civil, ele filmava as partes íntimas das vítimas durante exames de ultrassonografia. Mais de 30 mil arquivos contendo pornografia foram apreendidos com o médico.
22/02/2019 10h12 - Atualizado em 22/02/2019 10h12

Foto: Reprodução


A Polícia Civil prendeu um médico suspeito de estupro de vulnerável e violação sexual. De acordo com as investigações,105 pacientes de Fábio Lima Duarte, sendo 74 adultas e 31 crianças e adolescentes, teriam sido suas vítimas.

Ele foi preso em sua casa na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (20).

Duarte já havia sido detido em flagrante no dia 31 de outubro do ano passado durante a Operação Infância Reavida. Na época, mais de 30 mil arquivos contendo pornografia e imagens de exames de ultrassonografia foram apreendidos com o médico.

Segundo a delegada Renata Ribeiro Fagundes, ele gravava as partes íntimas das pacientes durante os exames. No material apreendido, há imagens do investigado em atos sexuais com adolescente, além de um tutorial que orientava a prática de sexo com crianças. Em outro vídeo, há uma jovem amarrada e amordaçada, aparentemente desacordada.

Fábio Lima Duarte trabalhava em clínicas de Betim, Vespasiano e Belo Horizonte. Ainda de acordo com as investigações, ele direcionava a câmera dos exames para as partes íntimas dos pacientes, No caso das vítimas menores de idade, ele colocava a idade no material a fim de identificá-lo.

Uma das pacientes foi identificada. De acordo com a delegada, ela notou algo estranho porque o exame durou 40 minutos. As investigações continuam para tentar identificar outras vítimas.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) informou que tomou conhecimento, pela imprensa, da prisão do médico Fábio Lima Duarte e que iniciará os procedimentos regulamentares necessários à apuração dos fatos.

Ainda segundo o comunicado, todas as denúncias recebidas são apuradas de acordo com os trâmites estabelecidos no Código de Processo Ético Profissional (CPEP). Os procedimentos correm sob sigilo. Obedecendo ao CPEP, somente as penalidades públicas impostas aos médicos denunciados poderão ser divulgadas.

A defesa do médico não foi localizada.

Fonte: G1

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