Ronaldo Tiradentes cobra explicações de Braga sobre jatinho de US$ 9 milhões

O jornalista pediu que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do dinheiro e quem pagou pela aeronave.
15/02/2019 19h34 - Atualizado em 15/02/2019 19h50

Foto: reprodução


Da Redação*

O jornalista Ronaldo Tiradentes, do programa “Manhã de Notícias” cobrou explicações do senador Eduardo Braga (MDB) nesta sexta-feira (15) sobre o jato Citation PP-MDB, que teria sido usado pelo emedebista em campanhas eleitorais e também para viagens de lazer aos Estados Unidos e praias do Caribe.

Segundo Tiradentes, o dinheiro da compra do avião teria saído da empresa Etam, do empresário Eládio Cameli, participante do consórcio que construiu a ponte sobre o rio Negro nos governos de Eduardo Braga (2003-2010) no Amazonas.

O jornalista pediu que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem do dinheiro e quem pagou pela aeronave de US$ 9 milhões.

A aeronave hoje estaria estacionada em hangar da empresa Rico Linhas Aéreas, em Manaus. Tiradentes também disse que vai ter audiências com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) para falar sobre censura do senador a imprensa.

“Esta é a primeira arma química, Eduardo, que eu estou soltando para você se defender. Você vai vir aqui na minha emissora fazer o seu direito de resposta, então aproveite e traga as respostas”, disparou Ronaldo.

“Quem comprou esse avião? Você voou nesse avião foi aos Estados Unidos algumas vezes, você viajou para o Caribe várias vezes nesse avião durante o período que foi governador? Tinha no interior desse avião uma almofada de penas de ganso com o nome Eduardo Braga e tinha uma outra almofada com o nome Sandra Braga, tinha ou não tinha? São perguntas, Eduardo, que você tem que responder no seu direito de resposta”, questionou o jornalista.

Ouça o áudio:

Direito de Resposta
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou integralmente decisão do ministro Luiz Fux, também da corte superior, que suspendeu parcialmente sentença do juiz Manuel Amaro de Lima, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em ação de pedido de direito de resposta do senador Eduardo Braga (MDB-AM) que envolve a Rede Tiradentes de Comunicação, de Manaus.

O juiz do TJAM havia determinado que o direito de resposta fosse veiculado por 48 horas seguidas na rádio e TV, veículos de comunicação da emissora. Também proibiu que a Rede Tiradentes cite o nome e os fatos de corrupção relacionados ao político amazonense referentes a possível envolvimento na Lava Jato e também mandou a empresa retirar reportagens já publicadas sobre o senador.

*Com informações do BNC-AM


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