Luiz Castro não explica sobrepreço de 50% da “merenda escolar” e promete responder Wilker Barreto em outro momento

A comissão de educação se reuniu somente para debater o andamento da educação no Amazonas com o titular da pasta.
14/03/2019 20h25 - Atualizado em 14/03/2019 20h25
Foto: Divulgação

Redação AM POST

Os questionamentos do deputado estadual Wilker Barreto (PHS) sobre o superfaturamento de 50% do fornecimento de alimentação para as Escolas de Tempo Integral (Ceti), durante reunião da comissão de educação, na tarde desta quinta-feira (14/03), não foram respondidos pelo Secretário de Estado de Qualidade de Ensino (Seduc), Luiz Castro.

A comissão que se reuniu somente para debater o andamento da educação no Amazonas com o titular da pasta Luiz Castro, os secretários executivos adjuntos Luis Fabian e professor Bibiano, teve como ponto alto as perguntas do Líder da Minoria, que entre as principais indagações está os R$ 170,6 milhões em licitações dispensadas em apenas 60 dias.

Resposta negativa
Wilker revelou no plenário, por volta das 10h desta quinta, os questionamentos que também foram repetidos durante a tarde e, ainda assim, saiu sem a resposta do motivo de o Estado ter contratado emergencialmente um lanche por R$ 4 – de uma empresa que havia ganhado a licitação há menos de 60 dias – por um preço de R$ 2,60 e o almoço que saltou de R$ 8,05 para R$ 11.

“Não é possível que se admita uma empresa majorar os preços em mais de 50% em um prazo de dois meses. É um escárnio e um dano tremendo ao erário. Estamos falando de milhões de reais. Na capital a dispensa aumentou em quase 12 milhões de reais o valor dos gastos. Por isso o TCE (Tribunal de Contas) e o TJ (Tribunal de Justiça) mandaram cancelar as dispensas conforme eu já havia denunciado da tribuna deste parlamento. Fiquei mais de seis horas esperando uma resposta e ainda ouço que minha fonte e os números do portal da transparência estão errados. Não admito!”, declarou.

O humanista afirmou não ser contra o aumento na questão da qualidade das refeições, mas relembrou que a mesma empresa fornecia as refeições de má qualidade.

“Sou o maior defensor da qualidade da merenda escolar. Agora não podemos esquecer que uma das empresas beneficiadas com a dispensa de licitação já responde a inquérito civil no Ministério Público, principalmente por irregularidades na prestação do serviço de alimentação”, avisou.

Apresentou denúncias
Wilker ainda fez questão de apresentar à comissão as denúncias reveladas pela parte da manhã no plenário da Casa. “Seria leviano de apresentar denúncias sem apresentar denúncias sem provas, diferente do governo que nunca apresentou um documento à Casa dando explicações”, finalizou.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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