Mulher é condenada a 11 anos de prisão por mutilação genital da filha de 3 anos

A mutilação genital feminina consiste em um ritual de corte do clitóris e dos pequenos lábios da vulva da menina.
09/03/2019 16h21 - Atualizado em 9/03/2019 16h21
Foto: Reprodução

AFP

Uma mulher de 37 anos nascida em Uganda foi condenada nesta sexta-feira (8) em Londres a 11 anos de prisão por mutilação genital de sua filha de três anos. Ela se tornou, no mês passado, a primeira pessoa condenada no Reino Unido por este crime.

As mutilações genitais são “uma prática cruel e um crime grave”, declarou a juíza. Segundo a magistrada, o ato leva a criança a carregar “um fardo significativo que dura toda a vida”.

“É um crime contra as mulheres, que lhes é infligido particularmente quando são jovens e vulneráveis”, acrescentou.
Os pais haviam levado a criança coberta de sangue ao hospital em agosto de 2017. Eles afirmaram que ela havia caído de um móvel da cozinha e havia se machucado com a quina da porta metálica de um armário. No entanto, todos os interrogados durante o julgamento refutaram a versão da família.

Mutilação genital
A mutilação genital feminina consiste em um ritual de corte do clitóris e dos pequenos lábios da vulva da menina. A prática é ilegal no Reino Unido desde 1985. Porém, desde então, a lei recebeu emendas para permitir o julgamento das pessoas que levam crianças ao exterior para fazer o procedimento.

A juíza também condenou a mulher a mais dois anos em outro processo por posse de imagens indecentes e pornografia extrema. Ela deverá cumprir depois da primeira.

O pai da vítima, um ganense de 43 anos, também foi julgado pela mutilação da menina, mas acabou absolvido. Ele, porém, foi condenado a 11 meses de prisão – pena que já cumpriu – pela posse de tais imagens.


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