Preocupado com economia de Itacoatiara, Josué Neto pede explicações sobre interdição de portos no município

Os portos estão fechados desde o dia 1° de março pela Marinha do Brasil por questões de segurança.
13/03/2019 17h29 - Atualizado em 14/03/2019 13h12
Foto: Reprodução

Redação AM POST

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado estadual Josué Neto (PSD), solicitou, através de requerimentos, providências e explicações sobre a interdição dos dois Terminais Hidroviários do município de Itacoatiara (a 176 KM de Manaus). Os portos estão fechados desde o dia 1° de março pela Marinha do Brasil por questões de segurança.

A cidade possui dois portos, um mais antigo, que fica localizado na área central e outro que foi inaugurado há nove meses. Os documentos foram encaminhados ao Governo do Estado e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Atualmente, devido à interdição, está proibida a atracação de embarcações, bem como a circulação de pessoas e veículos, o que gera prejuízos para a economia do município e para a população em geral.

Segundo o 9° Distrito Naval (COM9DN), que interditou o terminal da área central, foi constatado por meio de engenheiros do Grupo de Vistorias e Inspeções (GVI) da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) problemas no Sistema de Fundeio que se encontra comprometido, além das partes móveis com problemas estruturais. Já o porto construído recentemente está sem energia por falta de pagamentos, segundo informações repassadas por moradores da cidade.

“Nós sabemos o quanto é complicado o transporte de mercadorias no nosso Estado e a importância dos portos para a população dos nossos municípios, já que o nosso principal meio de transporte hoje é fluvial. Essa situação está afetando o comércio e consequentemente a economia de Itacoatiara. Precisamos de providências para resolver essa situação”, afirmou Josué Neto.

De acordo com a ex-vereadora do município, Elenize Holanda, os barcos que vêm do Baixo Amazonas trazendo verduras param nos dois portos e, com a interdição, as verduras são transportadas pra Manaus e só depois vão para Itacoatiara, fazendo com que se tenha um maior custo para os comerciantes. Entre os produtos que passam por Itacoatiara estão fertilizante, milho e soja.

“Toda a produção desses produtos que gera emprego e renda em Itacoatiara e nos municípios próximos ficou comprometida. O município é uma cidade estratégica porque reduz o tempo de transporte de mercadorias da zona rural e também facilita o abastecimento de municípios e comunidades próximas a Itacoatiara. A população precisa que nossos governantes resolvam esse problema”, explicou Elenize.

Fernando Nelson, que é Controlador de Carga do Porto e morador da cidade informou que o problema não afeta apenas o transporte da produção agrícola, mas o embarque e desembarque de passageiros e todos aqueles que dependiam da circulação das pessoas, como empresas de ônibus, taxistas e restaurantes próximos. “As pessoas pegavam o barco no porto e iam por estrada até Manaus e isso não é mais possível”, disse.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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