“Amanhã STF poderá censurar liberdade nas igrejas”, diz Feliciano sobre decisão de ministro de tirar matérias sobre Toffoli do ar

O deputado classificou a determinação de Alexandre de Moraes como censura.
15/04/2019 16h43 - Atualizado em 15/04/2019 16h43
Foto: Reprodução

Redação AM POST

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) classificou como censura a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para que a revista Crusoé e o site O Antagonista retirem do ar textos que associam o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, à Odebrecht.

É uma afronta direta aos maiores e melhores valores republicanos inscritos da Constituição Federal: liberdade de expressão e consciência são cláusulas pétreas, e a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia e do Estado de Direito. Hoje o STF censura o Antagonista. Se nada for feito, amanhã poderá estar censurando a liberdade de culto nas igrejas. Com essa decisão, evidentemente corporativista, é a própria Suprema Corte como instituição que fica manchada“, apontou o deputado.

O texto publicado pela revista Crusoé e reproduzido pelo site O Antagonista, refere-se a uma troca de mensagens entre executivos da Odebrecht. No diálogo, uma pessoa pergunta a outra se Emilio Odebrecht, pai de Marcelo, falou ou falaria com um “amigo do amigo”. Em outro trecho, o contato é descrito como uma “negociação”. A troca de mensagens não informa se alguém falou com essa pessoa, ou o que foi dito.

O ministro fixou ainda multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão, e estabeleceu que os responsáveis pelo site e revista prestem depoimento em 72 horas.

Em nota, a revista Crusoé afirma: “O teor da reportagem, baseada em documento, e registra o contorcionismo da decisão, que se apega a uma nota da Procuradoria Geral da República sobre um detalhe lateral e a utiliza para tratar como “fake news” uma informação absolutamente verídica, que consta dos autos da Lava Jato”.


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