Fraudes no INSS no Amazonas são combatidas em operação da Polícia Federal

Foram expedidos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, cumpridos em Manaus, Manacapuru e Iranduba, no Estado, além de Ilhéus, na Bahia.
22/04/2019 14h25 - Atualizado em 22/04/2019 20h59

Foto: Reprodução


Com o objetivo de desarticular as ações criminosas cometidas no âmbito da Gerência Executiva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Amazonas A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (22) a operação Zero Um. Foram expedidos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, cumpridos em Manaus, Manacapuru e Iranduba, no Estado, além de Ilhéus, na Bahia.

O inquérito foi instaurado na Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, para investigar a notícia de que o gerente executivo do INSS em Manaus teria concedido de forma irregular um benefício previdenciário em favor de uma pessoa com quem tem relação, residente em Ilhéus, na Bahia.

A PF, com prévia autorização da Justiça, empregou técnicas e meios especiais de investigação, o que, além de corroborar as suspeitas iniciais, possibilitou a descoberta de reiteradas ações por parte do gerente executivo, o qual, contando com o auxílio da Chefe do Setor de Benefícios, concedeu benefícios indevidos a terceiros, mediante a inserção de dados falsos nos sistemas informatizados da autarquia.

Além disso, a PF também investiga possíveis interferências em contratos firmados entre o INSS e empresas prestadoras de serviços, e cobranças de vantagens indevidas a empresários vencedores de licitações para a reforma de agências da Previdência Social no interior do Estado, por parte do gerente-executivo.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, advocacia administrativa e emprego irregular de verba pública, dentre outros, respectivamente previstos nos artigos 312, 313-A, 317, 321 e 315, todos, do Código Penal.

O nome da operação é uma alusão ao fato de o principal investigado ocupar a mais alta posição funcional da autarquia previdenciária federal no Estado do Amazonas, a de gerente executivo.

Fonte: G1


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