Professores da Seduc aceitam proposta do governo, encerram greve e retornarão às aulas na segunda (27)

O Sinteam, um dos representantes da categoria, se reuniu neste sábado (25) em assembleia geral e aceitou a proposta do governo do Amazonas de conceder 4,73% de reajuste salarial.
25/05/2019 18h41 - Atualizado em 26/05/2019 17h56

Foto: Divulgação


Redação AM POST

Após pouco mais de um meses de greve, os professores da rede pública de ensino do Estado retornarão às aulas na segunda-feira (27). Uma assembleia geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) realizada na tarde de hoje (25) selou o fim da paralisação da categoria.

A proposta do governo do Amazonas de conceder 4,73% de reajuste salarial retroativo a março/2019, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) na última quinta-feira (23), foi aceita ontem (24) por professores ligados ao Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical) e agora pelos do Sinteam.

De acordo com o Sinteam será enviada na próxima semana uma proposta de calendário de reposição de aulas para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Vinte e seis dias letivos precisam ser repostos.

“Tivemos avanços, sim. Não do jeito que queríamos. Vencemos uma batalha. A guerra ainda não. Nada foi fácil. Se não fosse a Assembleia Legislativa nada disso seria possível porque o governo virou as costas para a nossa categoria”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

Proposta do governo
Além do reajuste de 4,73% concedido aos servidores da educação no Amazonas, a proposta do governo também garante a extensão do vale-transporte para servidores de 40h e 60h, aumento no auxílio-localidade de R$ 80 para trabalhadores da sede e R$ 120 para os da zona rural, reajuste no vale alimentação de R$ 450 para todos os servidores da SEDUC, pagamento das progressões horizontais e verticais, desistência, por parte do governo, da ação judicial contra sindicato e trabalhadores e a elaboração de um calendário único para reposição das aulas de duas formas: para as escolas que paralisaram as atividades parcialmente, será necessário cumprir o calendário de reposição junto com as que paralisaram totalmente. O calendário não valerá para as escolas que funcionaram 100%. Os calendários serão analisados e aprovados pelo Conselho Estadual de Educação.


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