Quatro deputados do Amazonas votam para tirar Coaf das mãos de Moro

Por 228 votos a 221, o plenário da Câmara confirmou a decisão da comissão e votou pelo Coaf na Economia.
22/05/2019 22h34 - Atualizado em 23/05/2019 11h02

Redação AM POST

Por 228 votos a 210, o Plenário da Câmara dos Deputados impôs na noite desta quarta-feira, 22, uma derrota política ao ministro Sérgio Moro e ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao retirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e mantê-lo ligado ao Ministério da Economia.

Partidos de oposição e do Centrão pressionaram o governo para que o órgão ficasse vinculado ao Ministério da Economia e apresentaram uma emenda, ainda na comissão, para alterar esse ponto. O plenário da Câmara confirmou a decisão da comissão e votou pelo Coaf na Economia.

Os deputados federais da bancada do Amazonas Átila Lins (PP), Bosco Saraiva (SOLIDARIEDADE), Marcelo Ramos (PR) e José Ricardo (PT) votaram a favor da transferência.

O deputado Diego Garcia (Pode-PR) disse que colocar o Coaf sob responsabilidade de Moro é uma reivindicação popular, em defesa do combate à corrupção. “Vamos aumentar a revolta da sociedade contra o Congresso. Essa mudança em nada vai agregar os trabalhos já desempenhados pelo Ministério da Justiça”, declarou.

O ministro lamentou o resultado da votação. “Lamento o ocorrido. Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o MJSP e o plano de fortalecimento do Coaf”, disse ele a uma colunista.

MP
O texto da Medida Provisória (MP) 870/19, que trata da reforma administrativa do governo também transferiu novamente para o Ministério da Justiça e Segurança Pública a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também ficará responsável pela demarcação de terras indígenas. Antes o órgão estava subordinado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos e a demarcação era uma atribuição do Ministério da Agricultura.

Os deputados firmaram um acordo para evitar uma das polêmicas, a recriação de dois ministérios fundidos (Cidades e Integração Nacional). Pelo acordo, os deputados aprovaram a manutenção dos dois no Ministério do Desenvolvimento Regional, revertendo a mudança proposta pelo projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).


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