Deputado denuncia suspeita de escuta telefônica ilegal da Seai em seu celular

Wilker Barreto disse que acredita que o governador Wilson Lima não tenha conhecimento do caso. Segundo ele a escuta atinge também o deputado Dermilson Chagas.
06/06/2019 16h12 - Atualizado em 7/06/2019 13h25

Redação AM POST

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) denunciou nesta quinta-feira (06), na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a suspeita de grampo telefônico ilegal em seu celular com o uso do ‘Sistema Guardião’ no âmbito da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai). A escuta, segundo o deputado, atinge ele e o parlamentar Dermilson Chagas, ambos vêm atuando na oposição ao Governo e fazendo diariamente duras críticas à gestão.

“Temos fortes indícios e digo a vocês que não tenho nada a esconder, pelo contrário, quando começamos a incomodar, os ataques iniciam. Quem se beneficia com isso? Quem não quer que as pautas de denúncias possam vir à tona? Se o Ministério Público comprovar o grampo ilegal, teremos um atentado à democracia”, disparou Wilker, que levou o caso ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) na tarde da última quarta-feira, dia 05.

O documento entregue à procuradora geral de justiça do estado do Amazonas, senhora Leda Mara Nascimento Albuquerque, solicita de forma imediata e urgente a investigação junto ao Governo do Amazonas, contra o secretário executivo-adjunto de inteligência, delegado Sandro Sarkis, pelo suposto ato ilegal efetivado, uma vez que a Constituição Brasileira determina sigilo de correspondência e de comunicações de um cidadão inviolável, mas abre exceção para casos de ordem judicial para fins de investigação criminal, que não é o caso exposto. A intercepção eletrônica, neste caso, se reconhecida, atenta contra as pautas, denúncias e ações da minoria na Aleam.

“Não tenho nada a esconder, pelo contrário. Mas vou expor o perigo desta situação: a partir do momento de uma escuta ilegal, e eles sendo agentes estatais, há um meio escuso para obter informações de um líder da oposição. Desta forma, isso pode interferir diretamente nas pautas, denúncias e ajudar no interesse daqueles que não querem que as verdades sejam expostas. Isso não se trata de um inquérito policial legal, mas se comprovado, uma manobra para calar ou coibir quem é da oposição, caracterizando crime “, frisou.

Em seu pronunciamento, o deputado ainda afirmou que vai solicitar do presidente da Aleam, Josué Neto, que o caso possa ser acompanhado pela Casa e, se provado, que as medidas legais possam ser tomadas.

“Quero crer que o governador [Wilson Lima] não tenha conhecimento disso, mas é claro que no Amazonas grupos administram o estado de forma fatiada. Não estou preocupado com gravações, mas não posso permitir essa afronta à democracia. Não sei se a secretaria de inteligência consegue distinguir o público do privado. Assim, vou sugerir que o presidente Josué Neto possa instaurar uma comissão nesta Casa para que a Aleam acompanhe os fatos, pois isso é muito grave”, disse.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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