Marcelo Ramos diz que o ‘impasse com governadores é pendência na reforma da Previdência’

O deputado afirmou que o único ponto ainda pendente, ainda é a permanência de estados e municípios na reforma.
11/06/2019 12h23 - Atualizado em 11/06/2019 12h23

O presidente da Comissão Especial que analisa a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM) disse, nesta terça-feira (11), que o único ponto ainda pendente no relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) é a permanência de estados e municípios na reforma, como defendido pelo governo.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, na manhã de hoje, Ramos voltou a criticar o que chamou de “tática dos governadores” para garantir esse ponto no texto. “Tentaram agir com atitudes agressivas, tentando enquadrar os deputados”, criticou. A declaração é uma reação a manifestações feitas pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB), um dos defensores da medida.

Marcelo Ramos insistiu que os governadores precisam reconhecer que não foram capazes de fazer suas reformas e devem “humildemente” fazer um apelo ao conjunto de deputados para incluir o pleito no texto.

Ao confirmar sua participação hoje no TV Fórum de Governadores, que está sendo realizado hoje em Brasília, Ramos lembrou a divulgação, na semana passada, de uma carta assinada por um grupo de chefes de Estado. Nela, eles explicam porque consideram a inclusão dos estados na reforma.

Para o presidente da comissão, só votos, e não cartas, são capazes de convencer os deputados. “Eu vou dizer a eles que, ao contrário de cartas assinadas só por eles, que não mudam em nada votos na Câmara dos Deputados, eles devem coletar assinaturas de deputados de seus partidos e de seus estados em apoiamento à reforma. Isso, sim, vai contribuir com o processo de construção dessa garantia de inclusão de estados e municípios”, afirmou.

A avaliação de muitos líderes partidários é que colocar estados e municípios na reforma e, consequentemente, regras mais duras para servidores desses entes da federação traria um desgaste muito grande junto às suas bases eleitorais.

Fonte: Agência Brasil


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