Bolsonaro diz que não está preocupado com críticas, sobre indicar o filho como embaixador nos EUA

O presidente disse também que a nomeação do filho como embaixador não seria um caso de nepotismo.
12/07/2019 17h00 - Atualizado em 12/07/2019 17h00

Foto: Reprodução


O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta sexta-feira (12) durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais que não está “preocupado com crítica” ao comentar a possibilidade de indicar um dos seus cinco filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como embaixador do Brasil em Washington.

Bolsonaro anunciou ontem (11) que está no “radar” a indicação do parlamentar para chefiar a embaixada nos Estados Unidos (EUA). O presidente disse que vai esperar o “momento certo” para tomar a decisão.

“Se eu vou indicá-lo ou não, vou esperar o momento certo se vou ou não. Quanto à crítica, não estou preocupado com crítica”, afirmou.

A representação do Brasil em Washington está sem embaixador desde abril, quando o diplomata Sergio Amaral foi transferido da chancelaria para o escritório do Itamaraty em São Paulo. A aprovação da possível nomeação de Eduardo terá que passar pelo Senado.

‘Nepotismo’
Para o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, o caso configura nepotismo. De acordo com o ministro, a Constituição afasta a possibilidade de o presidente nomear o filho.

A súmula vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal diz que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição”.

‘Capacitado’
Na transmissão ao vivo desta sexta, Bolsonaro voltou a afirmar que Eduardo é capacitado para o cargo, pois fala inglês e espanhol e tem amizade com os filhos do presidente norte-americano Donald Trump.

O presidente considera o filho, em razão de sua formação, “muito melhor” do que ele e ressaltou que o deputado preside a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.

Para exercer o cargo diplomático, Eduardo, que completou 35 anos nesta semana (idade mínima para chefiar a embaixada), terá de passar por uma sabatina e uma votação na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, além de uma votação no plenário da Casa.

O filho do presidente teria ainda que renunciar ao seu cargo de parlamentar – em 2018 se tornou o deputado federal mais votado da história do país, com 1,8 milhão de votos em São Paulo.

Bolsonaro também declarou na transmissão que a nomeação do filho como embaixador não seria um caso de nepotismo. Eduardo foi na mesma linha ao ser questionado sobre o assunto nesta sexta.

“Foi descartada. A súmula vinculante do Supremo, que trata do nepotismo, permite a indicação política do presidente. Então, acredito que isso não seria óbice a uma possível nomeação”, disse o deputado.

*Com informações do G1


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