Com risco de ser expulso do PDT-AM, Adjuto Afonso rebate criticas do partido por voto favorável ao governo do AM

A cúpula da legenda vai se reunir para definir penalidade ao parlamentar que pode ir de advertência à expulsão.
23/07/2019 19h02 - Atualizado em 24/07/2019 13h48
Foto: Divulgação

Redação AM POST –

O deputado estadual Adjuto Afonso está com a cabeça posta à prêmio pela cúpula do PDT-AM por ter dado voto favorável para aprovar pacote de contenção de despesas do governo do Amazonas enviado pelo governador Wilson Lima (PSC) para a Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

O presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Hissa Abrahão, assinou nota oficial, onde reprova voto do parlamentar. “O deputado agiu de forma individualista e pessoal visando outros interesses e posicionamentos, atitude da qual não compartilhamos”, diz trecho da nota.

De acordo Hissa, o deputado possivelmente será punido pela atitude e os correligionários devem se reunir nos próximos 60 dias para chegar a um consenso de penalidade que pode ir de advertência à expulsão.

Algo semelhante ao que aconteceu com a deputada federal Tabata Amaral e outros sete parlamentares que desrespeitaram decisão partidária e votaram a favor da Reforma da Previdência.

Em resposta a isso Adjuto Afonso também emitiu um comunicado oficial dizendo que seu e fez necessário, para que o servidor não fosse prejudicado em médio prazo.

Leia nota na íntegra do deputado:
NOTA DE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO DO AMAZONAS
Em relação ao posicionamento na votação da Lei Complementar que fixou o teto de gastos públicos, esclareço que:

• No que diz respeito ao meu voto na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em favor do Projeto de Lei Complementar nº 09/2019, que tratou sobre a fixação do teto dos gastos públicos, incluindo os reajustes de salários dos servidores públicos, esclareço que o fiz com base nos números apresentados pelo governo, além da crise fiscal que se instalou pelos estados brasileiros e agravada pela eminente recessão econômica;

• Ao votar pela proposta do governo primei pelo atendimento dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, cuja desobediência geraria consequências muito mais graves ao estado, em particular, aos próprios
servidores. O meu voto foi fundamentado na minha responsabilidade, visando exclusivamente os interesses do estado do Amazonas, prezando para que fosse mantido o salário integral dos servidores públicos;

• Lembro que os estados de Mato Grosso, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Goiás, que não zeram seus ajustes fiscais, estão parcelando, inclusive, os salários de seus servidores;

• Avaliando por essa ótica, o voto se fez necessário, para que o servidor não fosse prejudicado em médio prazo, e não tivesse seu salário parcelado também;

• Reitero que, sempre fui fiel aos direcionamentos do PDT, apoiando candidatos do partido, como por exemplo, nas últimas eleições, em que aliados se rebelaram contra o candidato majoritário ao governo, enquanto que eu continuei firme, mantendo minha posição partidária em favor do PDT;

• Esclareço, ainda, que não recebi nenhum direcionamento da Direção Executiva Estadual, da qual sou Secretário Geral, em relação à referida votação;

• Destaco que são mais de 20 anos de vida pública e todos os meus mandatos foram em defesa dos interesses da sociedade amazonense, sem nada que macule a minha imagem enquanto parlamentar, tanto na capital, quanto no interior;

• Por fim, ressalto que na mesma ocasião, durante a votação de outro projeto, lutei para que não houvesse uma maior redução no orçamento do setor primário como inicialmente proposto pelo governo, beneficiando assim, o interior nas
atividades agropecuárias e de piscicultura, o que foi conseguido e pode ser atestado pelos representantes da classe.


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