Hong Kong tem segundo dia de protestos e violência

Milhares de pessoas começaram a passeata no parque Chater, situado no coração de Wan Chai, distrito financeiro de Hong Kong, embora sem um ponto de destino claro.
28/07/2019 12h05 - Atualizado em 28/07/2019 12h05
Foto: Reprodução

Os manifestantes em Hong Kong ignoraram pelo segundo dia as restrições policiais ao sair da área autorizada para um comício e sair de novo em passeata. Eles protestam contra a atuação das forças da lei nas últimas semanas.

Milhares de pessoas começaram a passeata no parque Chater, situado no coração de Wan Chai, distrito financeiro de Hong Kong, embora sem um ponto de destino claro.

Apesar da proibição, as autoridades esperavam que isto acontecesse. Por este motivo, as barreiras de segurança continuaram montadas nos arredores da delegacia de Polícia e do escritório da chefe do governo do território, Carrie Lam, cuja renúncia é exigida há semanas pelos manifestantes.

Apesar de um pequeno grupo de pessoas ter ficado na frente da delegacia, a maior parte dos manifestantes continuou para a região de Causeway Bay, situada a leste do ponto inicial da passeata.

Lá, segundo a imprensa local, parte dos manifestantes parou em frente ao popular shopping Sogo, onde arrancaram algumas cercas para fazer barricadas. Eles também formaram uma fila para distribuir capacetes e guarda-chuvas, entre outras coisas.

Enquanto isso, outro grupo de manifestantes convocava as pessoas para se dirigirem rumo ao Escritório de Enlace, órgão oficial que representa Pequim em Hong Kong.

No Twitter, a Polícia publicou uma mensagem afirmando que “alguns dos participantes da manifestação saíram da área permitida e se dirigiram para zonas nas quais obstruíram o trânsito”.

A porta-voz da polícia, Yolanda Yu Hoi-kwan, pediu aos cidadãos que não se juntem a esta manifestação. Ela também lembrou que os participantes poderiam incorrer em delito de manifestação ilegal, punido pela lei local com três a cinco anos de prisão, além de multas de 5 mil dólares de Hong Kong, pouco mais de R$ 2.400.

Fonte: Agência EFE


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