Treinador Tite revela dificuldades para dormir antes da semifinal contra Argentina

O duelo entre duas das principais seleções do mundo por uma vaga na decisão continental tem atrapalhado até as noites do treinador.
02/07/2019 08h33 - Atualizado em 2/07/2019 08h33
Foto: Reprodução

A entrevista concedida por Tite na véspera do clássico entre Brasil e Argentina, pelas semifinais da Copa América, teve todos os ingredientes característicos do treinador. Houve pausas dramáticas, mudanças abruptas no tom de voz, menções a familiares, citação de valores morais e a tradicional deferência ao auxiliar Cleber Xavier, a quem algumas das perguntas foram repassadas.

O timbre vocal cresceu sempre que o gaúcho queria exaltar “a grandeza do espetáculo” esperado na noite de terça-feira (2), no Mineirão. O duelo entre duas das principais seleções do mundo por uma vaga na decisão continental tem atrapalhado até as noites do treinador, de acordo com o próprio, ansioso pela definição do finalista.

“Não consegui dormir direito. Não sou super-homem. Sou do meu jeito. Acordei às 3h15, fiquei pensando: ‘Vou trabalhar assim, a quantificação de carga é essa’. Naquela maluquice de treinador, tem um bloquinho que você deixa do lado, anota um negocinho”, disse Tite, referindo-se à noite de sábado para domingo.

Na noite seguinte, o técnico ganhou a companhia da mulher, Rosmari, e disse ter descansado melhor. O que, ainda de acordo com relato do próprio comandante, não foi suficiente para deixá-lo tranquilo para aquele que é o jogo mais importante da seleção brasileira desde a eliminação na última Copa do Mundo.

“Não vou conseguir dormir de novo. Sou humano, cara. Claro que a gente tem uma expectativa”, afirmou o treinador, questionado sobre a chance de chegar à sua primeira final com a seleção brasileira. Na sequência dessa resposta, ele ergueu a voz de tal maneira que chegou a dificultar a captação do áudio pelo microfone.

“A maior vitória que queremos é produzir nosso melhor. Com lealdade! Não precisa ter subterfúgio, não precisa deixar a perna por cima. Vai ganhar na regra do jogo, sendo melhor, em uma ideia que o grupo comprou. O futebol transcende algumas coisas, tem um aspecto educacional. A gente passa uma mensagem para um monte de garoto que vai estar vendo o jogo. O futebol não resolve problemas sociais, mas é educativo. É competir forte e leal”, discursou.

Além das considerações sobre seu sono e o caráter pedagógico do esporte, Tite preferiu não entrar em detalhes sobre o que espera dentro de campo no “grande espetáculo” que mencionou diversas vezes. Ele escondeu a escalação e se recusou a responder sobre a situação física do lateral esquerdo Filipe Luís, que se recupera de problema muscular e corre risco considerável de ser trocado por Alex Sandro.

Com alguma insistência nas perguntas, ele se permitiu apenas dizer que imagina um adversário menos retrancado do que outros enfrentados pelo Brasil na Copa América. O gaúcho também fez elogios ao craque Messi, principal ameaça no clássico que tem lhe tirado o sono – antes de colocá-lo em uma lista que tinha até o jovem David Neres.

“O coletivo potencializa a individualidade. É inevitável que grandes jogadores produzam. Não se anula Messi. Não adianta. Pode-se diminuir as ações dele, mas não se pode neutralizar. Como não se neutraliza Coutinho, Firmino, Willian, David Neres… Eles vão, em algum momento, ser decisivos”, concluiu.

Fonte: Folhapress


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