Após ataque a Zona Franca de Manaus, Rodrigo Maia marca encontro com a bancada do Amazonas

O deputado afirmou que seria melhor destinar recursos diretamente ao Governo do Estado.
23/08/2019 14h24 - Atualizado em 24/08/2019 19h32

Foto: Divulgação


Redação AM POST

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), que ultimamente vem dando declarações contra a Zona Franca de Manaus (ZFM), tem um jantar marcado com a bancada do Amazonas para a próxima terça-feira (27), em Brasília.

A bancada não pretende perder o apoio do presidente da Câmara e por isso deve recebê-lo pacificamente no encontro que será realizado no apartamento funcional do senador Omar Aziz (PSD), líder da bancada.

Em sua página no Facebook Omar comentou sobre a reunião com Maia e disse que pretende explicar a ele sobre a importância do modelo Zona Franca.

“Nós (amazonenses) garantimos parte da economia brasileira preservando a amazônia e a instituição que preserva se chama Zona Franca de Manaus, que é a protetora das florestas do estado do Amazonas”, explicou o senador.

Declaração
Na última terça-feira (20) Maia declarou durante premiação do ‘Valor 1000’, em São Paulo, que é preciso corrigir distorções causadas por incentivos fiscais, como é o caso da ZFM, e que seria melhor destinar recursos diretamente ao Governo do Estado. O deputado também afirmou que não faz sentido a instalação da Moto Honda em Manaus, porque enquanto a empresa usufrui de incentivos fiscais na capital, o País paga R$ 300 mil por cada um dos empregados da fábrica.

Projeto do Passado
Após grande repercussão negativa de sua fala o presidente da Câmara tentou se corrigir com os amazonenses e deu entrevista ao jornalista Ronaldo Tiradentes na Rádio Tiradentes na manhã da última quarta-feira (21) mas acabou piorando ao declarar que a ZFM é um “projeto do passado”.

“O que eu disse [ao jornal Valor Econômico] é que, com o mesmo recurso de investimento nós temos que projetar o Brasil para daqui 20, 30 anos e potencializar projetos que vão na mesma linha que a ZFM, de proteção ao meio ambiente e que preserve a floresta e empregos. Isso num longo prazo de 10, 15, 20 anos”, completou.

Questionado sobre o que disse sobre a instalação da Moto Honda em Manaus, Maia afirmou que não pretende tirar a empresa agora da capital.

“Falei que a Honda, como projeto de hoje para daqui a 20 anos, não vai fazer menor sentido nem para Manaus
e nem para o Brasil. Nenhuma empresa automobilística, que são só montadoras, é empresa de inovação (…) Não estou querendo acabar com a Honda agora em Manaus, de jeito nenhum”, declarou.


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