Deputado do Amazonas solicita que Lula e Dilma deponham na CPI do BNDES

O convite aos dois ex-presidentes será analisado na próxima reunião da CPI, que acontece nesta quarta-feira (07).
06/08/2019 17h42 - Atualizado em 7/08/2019 14h21

Foto: Reprodução


Redação AM POST*

Os ex presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, devem ser ouvidos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, que investiga desvios de recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O pedido de prestação de esclarecimentos foi protocolado nesta terça-feira (06), na Câmara dos Deputados, pelo parlamentar do Amazonas, Delegado Pablo (PSL-AM). O convite aos dois ex-presidentes será analisado na próxima reunião da CPI, que acontece nesta quarta-feira (07).

De acordo com o deputado, o depoimento dos ex presidentes é fundamental para esclarecer fatos relacionados aos empréstimos do BNDEs entre os anos de 2003 a 2015.

“Nos depoimentos de pessoas envolvidas nos contratos do BNDES, os ex presidentes foram citados várias vezes”, explicou Pablo. “Por isso chegou a hora de ouvir as explicações de Lula e Dilma”, acrescentou.

O relator da CPI do BNDES, deputado Altineu Cortez (PR-RJ), disse ser favorável ao convite aos ex presidentes. “Precisamos levantar todas as informações da caixa preta do BNDES”, afirmou. “Lula e Dilma são peças chave para concluirmos as investigações”, ressaltou Altineu.

A CPI do BNDES foi instalada na Câmara dos Deputados em abril deste ano e já ouviu políticos, empresários, funcionários e ex funcionários do BNDES.

Entre as pessoas que deram esclarecimentos à CPI está o ex ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e os marqueteiros do Partido dos Trabalhadores, João Santana e Mônica Moura.

De acordo com levantamento prévio feito pelos membros da CPI, calcula-se que os desvios de recursos do BNDES entre os anos de 2003 a 2015 cheguem a R$ 500 bilhões. O valor teria sido desviado por meio de empréstimos irregulares e obras superfaturadas em países como Venezuela, Cuba e Angola.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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