“Diretor-geral da PF é subordinado a mim, não ao Moro”, diz Bolsonaro

O presidente descartou a possibilidade de eventualmente trocar o chefe da PF.
22/08/2019 15h22 - Atualizado em 23/08/2019 13h13

Foto: Reprodução


ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a reforçar hoje que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, é subordinado a ele, e não ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro. Bolsonaro não descartou a possibilidade de eventualmente trocar o chefe da PF.

A Polícia Federal fica dentro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, chefiado por Moro.

“Se eu trocar (o diretor-geral da PF) hoje, qual o problema? Está na lei que eu que indico e não o Sergio Moro. E ponto final”, declarou Bolsonaro em conversa com jornalistas, pela manhã. “Ele (Valeixo) é subordinado a mim, não ao ministro. Deixo bem claro isso aí. Eu é que indico. Está bem claro na lei.

Questionado se há, de fato, intenção de trocar o chefe da PF, Bolsonaro respondeu que, se o fizer, será “na hora certa”.

“Hoje eu não sei. Tudo pode acontecer na política”, respondeu ao ser questionado se existe a possibilidade de troca nesta quinta-feira. Ontem, o presidente afirmou ser um mandatário que pode “interferir mesmo” em alguns órgãos federais se for preciso. Hoje, reforçou o posicionamento dizendo que supostas ingerências são, na sua visão, uma forma de “mudança”. “Quero que se combata a corrupção, que façam as coisas da melhor maneira possível. Eu não estou acusando ninguém de fazer nada errado. Mas a indicação é minha. Por isso elegeram o presidente da República.

Ele reclamou de uma “onda terrível” que teria ocorrido após trocas nas superintendências da PF – que se intensificou com o anúncio do presidente sobre a saída do superintendente do Rio em coletiva de imprensa.

“Agora há uma onda terrível sobre superintendência. Onze (superintendentes) foram trocados e ninguém falou nada. Sugiro o cara de um Estado para ir para lá e dizem ‘está interferindo’. Espera aí. Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral. Não se discute isso aí”, afirmou. “Se é para a não interferência, o diretor anterior, que é o que estava lá com o (ex-presidente Michel) Temer, tinha que ser mantido. Ou a PF agora é algo independente?


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