Prefeito Arthur explica custo de R$ 207 mil em estação de ônibus na Ponta Negra: “Não é uma parada comum”

Segundo ele o valor da obra segue “rigorosamente” a Tabela do Sinapi, da Caixa e do IBGE.
15/08/2019 19h17 - Atualizado em 16/08/2019 13h08
Foto: Divulgação

Redação AM POST

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), visitou nesta quinta-feira (15) a estação de ônibus que está sendo construída na Ponta Negra, zona oeste da capital, e comentou a polêmica sobre a divulgação do valor da obra que vai custar para os cofres públicos cerca R$ 207 mil.

De acordo com o prefeito o valor da construção segue “rigorosamente” a Tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), da Caixa Econômica e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Arthur esclareceu que a obra trata-se de uma “estação” de embarque e desembarque de passageiros e não uma parada de ônibus comum como tem sido divulgado. Além disso ele classificou como “leviandade” comparar o preço de uma parada convencional que custa R$ 44 mil com a estação.

“Não é uma parada comum, uma parada trivial que fica ali em cada esquina. É uma parada diferente. Essa aqui é feita rigorosamente dentro da tabela Sinap, que inclusive é apertada, ela comprime o máximo a possibilidade de lucro do empresário que faz a obra. Essa tabela da Sinap é obedecida por todos os governadores, prefeitos e presidentes da República”, justificou o prefeito que também explicou que o tempo de espera dos passageiros diminuirá porque os ônibus não irão mais ficar “estocados”.

O chefe do executivo municipal atribui as críticas a obra a seus opositores políticos. “Quem critica isso aqui é quem não usa, não precisa disso aqui, ou quem tem pretensão política”, disse.

Detalhes da obra
Com 96 metros quadrados, moderno e com soluções arquitetônicas especiais para minimizar a sensação térmica e proporcionar mais conforto aos usuários, o novo mobiliário urbano segue a arquitetura do parque e do Centro de Atendimento do Turista (CAT), também em construção.

Devido à grande demanda de usuários especificamente naquele ponto, o abrigo ganhou moldes de estação, com ampliação em quase oito vezes mais em relação aos pontos de ônibus tradicionais, que possuem apenas 12 metros quadrados. Para o redimensionamento da estação foi considerado que, além de ser um ponto turístico, a Ponta Negra recebe alguns dos maiores eventos públicos da cidade, como o Festival Folclórico do Amazonas, o Réveillon e o Boi Manaus.

Para bloquear a sensação de calor, materiais nobres são utilizados na obra. A estrutura conta com revestimentos em porcelanato, aço inox escovado, madeira, pedra portuguesa e ACM (Alumínio Aplicado) no forro e na cobertura. “A ideia foi dotar o espaço de uma estrutura única, inexistente em qualquer outro ponto da cidade. E, ao mesmo tempo, proporcionar ao usuário do transporte coletivo, um espaço verdadeiramente confortável”, explicou o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Guenka.


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