Após ser liberado por desembargadora, empresário preso na Maus Caminhos deixa presídio

Zé Lopes está proibido de sair de Manaus e terá que usar tornozeleira eletrônica.
11/09/2019 15h42 - Atualizado em 12/09/2019 13h16

Foto: Jairo Barbosa/ A Crítica


Redação AM POST

O empresário atuante no ramo da pecuária, José Lopes, de de 71 anos, mais conhecido como ‘Zé Lopes’, preso na operação Eminência Parda, 6ª fase da Operação Maus Caminhos, foi liberado do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), localizado na BR-174, após a desembargadora Mônica Sifuentes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região ter convertido em medidas cautelares sua prisão preventiva.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o pecuarista estava preso desde o último dia 30 de julho e deixou o presídio na tarde desta quarta-feira (11).

Zé Lopes está proibido de sair de Manaus sem autorização da Justiça, manter contato com outros investigados da operação e terá que usar tornozeleira eletrônica. Além disso ele se comprometeu a comparecer periodicamente à Justiça Federal para “informar e justificar atividades”.

A desembargadora afirma que um dos motivos de a fizeram tomar a decisão foi a idade do empresário preso. “Tal fato revela a aptidão das medidas das cautelares para resguardar a ordem pública e a aplicação da lei penal, sobretudo considerando que o paciente é pessoa idosa (71 anos), tecnicamente primário, possui residência declarada e não tem descumprido as medidas cautelares que lhes foram impostas em outro processo”, afirma a .

Operação
De acordo com o Ministério Público Federal (MP-AM), as investigações da Operação Eminência Parda, apontaram que o empresário recebeu diversos repasses no valor de mais de R$ 1 milhão cada, durante quase dois anos, desviados do Instituto Novos Caminhos (INC). O dinheiro era entregue em espécie ao pecuarista pelo médico Mouhamad Moustafa, administrador de fato do INC, na casa do empresário, localizada no mesmo condomínio em que residia Mouhamad. Os valores recebidos eram recolocados no sistema financeiro por meio das empresas do pecuarista, indicando a prática de lavagem de dinheiro.


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