Bolsonaro decreta afastamento de Paulo Guedes no CAS, após moção de repúdio encabeçada por Wilker Barreto

A alteração no decreto nº 9.912, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23).
23/09/2019 15h07 - Atualizado em 24/09/2019 13h04

Foto: Divulgação


Redação AM POST*

Presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e autor da moção de repúdio contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) recebeu nesta segunda-feira (23) um reforço do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), na luta pela proteção do modelo que gera milhões de empregos no Amazonas. Isso porque, a maior autoridade do País mudou o decreto nº 9.912, que dispõe sobre a composição do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.

A alteração, publicada hoje no Diário Oficial da União, evita a participação do ministro na presidência das reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS), além da possibilidade do colegiado ser presidido pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia em caso de ausências e impedimentos por parte do titular.

“Em julho, o presidente Jair Bolsonaro definiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, seria o presidente do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus. Vejo a alteração como uma atitude sábia e preocupada em resguardar a democracia, garantir as discussões, e zelar pelo nosso modelo. Creio que desta forma, conseguiremos alcançar a finalidade do CAS, que é a definição de diretrizes, planos, programas, projetos e ações a serem desenvolvidos na área de atuação da Autarquia”, disse Barreto.

A mudança acontece depois de fortes declarações de Guedes durante palestra em Fortaleza, no dia 6 de setembro, onde chamou a ZFM de modelo de “antieconômico e tudo mal feito”. Tal posicionamento do ministro causou indignação do parlamentar do Podemos, que encabeçou a moção de repúdio e desafiou o ministro a se explicar na tribuna da Casa. A ação foi acolhida por todos os deputados da Casa e teve como coautor o presidente da Aleam, Josué Neto.

“Dei entrada na moção de repúdio dia 10 de setembro, pois o ministro da Fazenda não pode impor a sua vontade, com base na desinformação, acima do presidente, a maior autoridade do País. Não temos que ter medo de cara feia e precisamos cobrar do presidente as promessas feitas quando veio a Manaus”, explicou Barreto, que é presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca da Aleam.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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