China mata 90 mil presos por ano para doação de órgãos, diz tribunal

O país já havia sido denunciado antes pela extração forçada de órgãos sem anestesia em prisioneiros.
10/09/2019 19h00 - Atualizado em 10/09/2019 19h00

Foto: Reprodução


Redação AM POST*

Estudos revelaram que a China está matando prisioneiros para retirar seus órgãos e enviar para doação. Os levantamentos revelaram que a maioria das vítimas detidas são do movimento religioso chamado “Falun Gong”.

O parlamento britânico denunciou a extração forçada de órgãos sem anestesia. Já haviam algumas investigações sobre tráfico internacional de órgãos na China e foi noticiado pelo site “Opinião Crítica”.

“Chineses que estão presos por causa da maneira como buscam a Deus, ou adoram a Deus, e o governo chinês se sente ameaçado por isso. Então eles estão matando esses prisioneiros e estão colhendo seus órgãos internos para obter lucro”, disse Gary Bauer, membro da comissão de liberdade religiosa dos Estados Unidos.

A China diz que parou de recolher os órgãos de prisioneiros executados há cerca de cinco anos, o governo afirmou ainda que as alegações estão sendo usadas para propaganda política contra o país comunista. Mas o tribunal da China sugere que a extração de órgãos ainda está acontecendo.

Segundo o site “The Guardian”, a denúncia não bate com as informações dada pelo governo da China. O tribunal ouviu relatos e iniciou um trabalho para acabar com o abuso de transplantes. Cerca de 90 mil cirurgias são realizadas por ano na China, segundo o tribunal, mas o país não se pronunciou sobre as denúncias.


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