Josué quer audiência com Bolsonaro e Wilker mobiliza entrega de moção de repúdio a Paulo Guedes em Brasília

Deputados se indignaram com a opinião do ministro que chamou o Modelo ZFM de “antieconômico e tudo mal feito”.
10/09/2019 18h38 - Atualizado em 11/09/2019 13h32

Foto: Divulgação


Redação AM POST*

Visando fortalecer a Zona Franca de Manaus (ZFM), após declarações ofensivas do ministro Paulo Guedes ao modelo econômico, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) protocolou na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (10), uma moção de repúdio ao que o parlamentar classifica como ‘preconceito e total desconhecimento sobre o principal modelo ambiental do mundo’. A ação foi acolhida por todos os deputados presentes e teve como co-autor o presidente da Casa, deputado Josué Neto (PSD).

A crítica do ministro ocorreu em uma palestra realizada na última quinta-feira (06), em Fortaleza-CE, para empresários e políticos, onde chamou o modelo de “antieconômico e tudo mal feito”.

“Dei entrada a uma moção de repúdio contra as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, que é totalmente desfavorável ao modelo econômico da Zona Franca de Manaus. O ministro é alguém que não se porta à altura do cargo de ministro do Estado, que deveria olhar para o Brasil como um todo e não atacar um modelo que pessoalmente ele não é a favor. Quero que ele tenha coragem de fazer um grande debate aqui”, disse Barreto, que é líder da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca de Manaus.

Com a atenção dada pelo presidente da Casa, Wilker ressaltou que o poder legislativo reafirma sua responsabilidade e protagonismo diante de assuntos importantes para o Amazonas. Assim, ganha força para ir até o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que já se colocou a favor do modelo, mas que é fortemente combatido pelo ministro da economia. Em julho deste ano, quando Bolsonaro esteve em Manaus na Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), o presidente afirmou que a ZFM iria ser preservada.

“Eu falei aqui nesta tribuna que daria o voto de confiança do presidente, mas que sou pé atrás com o Guedes. A maioria dos amazonenses não votou no Guedes, e sim no Bolsonaro, que assumiu o compromisso incondicional com o Amazonas e a Zona Franca quando participou da reunião da Suframa. Vamos solicitar à Assembleia uma audiência pública com o presidente da República, juntamente com a bancada federal do Amazonas, para cobrar que um ministro da Fazenda não pode impor a sua vontade, com base na desinformação, acima do presidente, a maior autoridade do País. Não temos que ter medo de cara feia”, ponderou Wilker.

O deputado citou, ainda, sobre os cortes nos orçamentos da Suframa e da BR-319, previstos para o ano que vem. Segundo ele, as medidas impactam diretamente no desenvolvimento regional da Amazônia.

“Para 2020, a Suframa terá para o ano que vem 80% de redução em seu orçamento, enquanto que a BR-319 não terá sequer um real. Essa é a forma maldosa que o ministro da Fazenda vai impor a sua vontade, contrariando até a posição do presidente da República, conclui Wilker.

Josué quer falar com Bolsonaro
Em discurso Josué, falou da necessidade de diálogo franco e urgente com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), junto dos 24 deputados da Aleam.

De acordo com o parlamentar, a solicitação de Audiência será encaminhada por meios oficiais e extraoficiais. “Vou solicitar ajuda da Bancada Federal do Estado, e do Superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Alexandre de Menezes, que é próximo ao presidente para que consigamos essa reunião o mais breve possível”, pontuou Josué Neto.

Para o presidente da Aleam, Bolsonaro e Paulo Guedes precisam se comprometer de maneira efetiva com a manutenção e modernização da Zona Franca, especialmente nas questões ligadas a Reforma Tributária, que é discutida no Congresso Federal.

De acordo com Josué, o ministro deve sofre de “transtorno bipolar” por mudar constantemente de opinião sobre a Zona Franca de Manaus.

“Ele sofre de transtorno bipolar. Quando está perto do Amazonas, a Zona Franca presta. Quando está pelas costas, não presta”, disse Josué.


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