Plínio Valério pede a criação da CPI das Ongs na Amazônia e revela que uma delas é dona de 105 mil hectares em Coari

O senador questionou o interesse da Ong apenas por áreas onde estão concentradas as maiores riquezas naturais, minerais e estratégicas da região.
18/09/2019 19h34 - Atualizado em 19/09/2019 13h02

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


Agência Senado

Favorável à instalação de uma CPI para investigar a atuação de organizações não governamentais (Ongs) que atuam na Amazônia, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), apresentou documentos que, segundo ele, comprovam a ligação de organizações com interesses estrangeiros para compra de terrenos na região.

De acordo com Plínio, a ONG Opção Verde comprou entre 2010 e 2011, 105 mil hectares no município de Coari. A localidade, como informou o senador, é a maior reserva de petróleo e gás da Amazônia e onde está instalado o terminal aquaviário da Transpetro, que é subsidiária da Petrobras. Apesar de afirmarem que as operações são realizadas para preservar a floresta em pé, Plínio Valério, questionou o interesse da Ong apenas por áreas onde estão concentradas as maiores riquezas naturais, minerais e estratégicas da região.

Para ele, a CPI será fundamental para investigar e diferenciar as organizações que prestam serviço em defesa da Amazônia daquelas que usam dinheiro de outros países para ameaçar a soberania nacional.

“A fundação tem sede em Manaus, mas está sempre fechada. Tem uma sócia nacional, brasileira, e três sócios holandeses. Essa área comprada em Coari equivale a 3%, 4% da área da Holanda. Por exemplo, o tamanho equivale a 105 mil campos de futebol. Para se comparar melhor o tamanho dessa grandeza, a gente pega a Holanda e vê: três holandeses já são donos de um território equivalente a 3% da Holanda num só município no Amazonas” afirmou.


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