Arthur Neto diz que espera rapidez da polícia para revelar culpados da morte de engenheiro em Manaus

Ele comentou sobre sua postagem no Facebook falando do caso e disse que quer que à família da vítima se sinta abraçada por ele.
02/10/2019 17h02 - Atualizado em 3/10/2019 13h32

Foto: Divulgação


Redação AM POST

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), falou nesta terça-feira (2) sobre obre a morte do engenheiro civil Flávio Rodrigues dos Santos, de 42 anos, assassinado no domingo (29/09), a golpes de faca e disse que espera que o caso seja resolvido com “rapidez e justiça”. Ele falou com jornalistas durante visita nesta manhã as obras de restauro da Biblioteca Municipal João Bosco Evangelista, na Rua Monsenhor Coutinho com a Praça Antônio Bittencourt, no Centro de Manaus.

“Eu espero que o delegado aponte as verdades com rapidez para que os processos revelem os culpados e puna os culpados. Aliás, o que se precisa muito aqui em Manaus é se punir culpado. O que mais tem é traficante na rua fazendo violência”, afirmou o prefeito que também disse que não pretende polemizar sobre o assunto.

A vítima participou no último domingo (29) de uma festa no Condomínio Residencial Passaredo, localizado na Ponta Negra, área nobre de Manaus, na casa em que mora Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira-dama do município Elisabeth Valeiko Ribeiro, e seu corpo foi encontrado no dia seguinte em um terreno no Tarumã, também na zona oeste da capital, com seis perfurações, sendo duas nas costas, duas no abdômen e duas na coxa esquerda.

Arthur Neto se posicionou ontem (1º) em sua página no Facebook afirmando que o imóvel de seu enteado foi invadido por homens armados que teriam levado a vítima em sequestro e posteriormente foi encontrada morta. No entanto, o condomínio afirmou que não houve invasão ou roubo no local no dia da morte do engenheiro.

“A verdade é que não houve invasão de quebrar a porta porque o estado daquele pessoal era tão complicado que a preocupação de fechar a porta devia ser a de menos mesmo. Eu entendo que se invasão é arrombar, meter o pé na porta, realmente não houve. Mas se invasão é uma pessoa entrar indevidamente e praticar gestos violentos, eu considero que sim, é uma invasão”, disse.

“Escrevi tudo aquilo com serenidade, entre duas e seis horas desta terça-feira (1º). Cumpri meu dever de marido, de padrasto, de alertar a cidade e fiz o meu dever. Vamos vencer tudo isso”, completou.

Família da vítima
O político lamentou a morte do engenheiro e disse que o crime poderia ter acontecido com seu enteado. Arthur também expressou sentimento de pesar e afirmou que quer que à família da vítima se sinta abraçada por ele.

“Ele [Flávio Rodrigues] estava ali, por esses caminhos da vida, assim como meu enteado. Poderia ter sido meu enteado que saiu com a cabeça ferida. Mas, por favor, quero que a família se sinta abraçada por mim. Queira ou não queira, essas coisas passam e a verdade aparece”, salientou.

Primeira-dama abalada
De acordo com Arthur a primeira-dama, Elisabeth Valeiko, está abalada com o corrido e vem sofrendo ataques por ser sua esposa.

“Se minha esposa fosse esposa de outra pessoa, ninguém estaria mexendo com ela. É porque é comigo e a sorte dela é que ela não era a esposa do Bolsonaro. Se ela fosse a esposa do secretário-geral da ONU, seria pior. Ela, como mãe, está muito sofrida e eu como padrasto não estou tão bem assim”, declarou.


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