Carijó afirma que Prefeito Arthur não ordenou uso de servidores no caso Flávio

Segundo ele Arthur Neto estava sedado em hospital no dia da festa que aconteceu no Condomínio Residencial Passaredo, na Ponta Negra.
09/10/2019 16h59 - Atualizado em 10/10/2019 13h18

Foto: Divulgação


Redação AM POST*

O secretário Extraordinário de Articulação Política, Luiz Alberto Carijó, e o procurador-geral do Município, Rafael Albuquerque, estiveram na manhã desta quarta-feira, 9/10, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), zona Oeste, para dar explicações em relação as notícias veiculadas nos meios de comunicação sobre um suposto uso indevido da estrutura da prefeitura de Manaus, no caso que culminou com o homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, 42 anos, que foi encontrado morto em um terreno no Tarumã, zona oeste da capital, após participar de uma festa no Condomínio Residencial Passaredo, na Ponta Negra.

Questionado sobre qualquer influência do prefeito Arthur Virgílio Neto no caso, o Luiz Alberto Carijó foi enfático em dizer que em nenhum momento houve ordem de terceiros para isso.

“Não houve nenhuma orientação superior, seja do prefeito ou de quem quer que seja. Até porque, no dia do evento, o prefeito estava em um procedimento médico no hospital Adventista e estava, inclusive, sedado. Se houve qualquer tipo de acobertamento, a prefeitura desconhece e isso é uma questão que está no âmbito do inquérito da Polícia Civil”, afirmou Carijó, lembrando que o próprio delegado Paulo Martins já confirmou que não houve envolvimento do prefeito Arthur Neto no processo.

Os representantes da prefeitura também informaram que uma sindicância foi instalada por meio de duas comissões, criadas pelo próprio poder executivo, para que os fatos administrativos sejam apurados e levados a público.

Ao final da reunião, que durou quase três horas, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Joelson Silva (PSDB), destacou que o encontro foi altamente produtivo e que, mais uma vez, a casa cumpriu o papel dela de forma transparente e respeitosa à sociedade como um todo.

“Primeiramente, quero prestar meus sentimentos à família, todos nós vereadores somos pais de família e também estamos enlutados. Acredito que a Câmara cumpriu o seu papel, com a vinda dos representantes da Prefeitura a esta casa. Os esclarecimentos foram prestados, naquilo que puderam fornecer de informações. Nós vamos continuar cumprindo o nosso papel com imparcialidade, tranquilidade, serenidade, que é o mais importante aqui nesta casa”, disse o presidente da CMM.

Basicamente, três questões foram abordadas e respondidas por Carijó, por conta da repercussão que geraram, após publicações na mídia. A primeira está relacionada ao sargento Da Paz, que é servidor municipal e presta serviços no Gabinete Militar, na segurança do prefeito. O mesmo estava de folga e, depois de participar de um evento pessoal, deslocou-se até a casa de Alejandro Valeiko, sem nenhuma ordem superior para que fizesse isso, de acordo com o secretário.

Passagens
Outra questão está relacionada a passagens e diárias, que os servidores teriam se beneficiado na viagem que fizeram com Alejandro Valeiko (filho da primeira dama de Manaus, Elizabeth Valeiko), logo após o homicídio.

“Não houve dinheiro, nem passagem paga pela prefeitura, e nenhum deslocamento pago com o erário”, frisou o ex-vereador, e ressaltou que os fatos serão apurados, seguindo determinação do próprio prefeito Arhur e, se for necessário, haverá punições dentro do rigor e da delimitação da lei.

Acobertamento
Por fim, a terceira questão relaciona-se a uma interferência do prefeito na apuração dos fatos pela polícia. Carijó explicou que tanto o prefeito quanto a prefeitura estão muito tranquilos em relação a isso.

“Quem não deve, não teme. O prefeito está com a consciência tranquila, porque não deve nada. A prefeitura tomou todas as medidas administrativas. Outros fatos que forem necessários, também serão instruídos para que tudo fique claro, isso é uma determinação do prefeito”, concluiu.

Com base no decreto municipal 2572, de 22 de outubro de 2013, que garante a segurança do prefeito, do vice e suas famílias, o procurador Rafael Albuquerque acrescentou que o momento é de cautela e prudência.

“Tomadas as devidas providências, o trabalho investigativo está previsto para ser concluído em até 45 dias”, garantiu o procurador.


*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.


Facebook

Economia

Contato Termos de uso