Delegado diz que PF planejava pedir a prisão de Braga, Renan e outros senadores do MDB

Medida seria tomada na investigação sobre compra de apoio político mas a Constituição “veda, em regra, prisão cautelar de parlamentares no exercício do mandato”.
05/11/2019 20h53 - Atualizado em 6/11/2019 15h04

Foto: Reprodução


Redação AM POST*

O delegado Bernardo Vidalli Amaral, que está à frente de inquérito sobre suposta compra do apoio político de senadores e ex-senadores do PMDB à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, disse que só não pediu a prisão dos senadores Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA) porque a Constituição “veda, em regra, prisão cautelar de parlamentares no exercício do mandato”. A informação foi divulgada pelo Jornal O Globo.

“Existem fundadas razões a respeito da autoria ou participação dos investigados numa associação criminosa (art. 288 do CP), composta pela ex-presidente Dilma Vana Rousseff, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e os seguintes senadores do PMDB, Carlos Eduardo de Sousa Braga, Vitalo do Rego Filho, Euncío Lopes de Oliveira, Valdir Raupp de Matos, Jader Fontenelle Barbalho e José Renan Vasconcelos Calheiros em virtude da “compra e venda” do apoio político do PMDB em benefício do PT, nas eleições presidências de 2014″, escreveu o delegado.

A defesa de Eduardo Braga indicou que não foram realizadas buscas em endereços ligados ao senador. Em nota, o parlamentar informou ainda que foi intimado para ir até uma delegacia prestar esclarecimentos e já entrou em contato com a Justiça para ‘ajustar’ a data de sua oitiva.

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-ministro Guido Mantega, do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira e mais outras sete pessoas suspeitas de envolvimento na suposta compra de apoio político. O pedido teve parecer contrário da Procuradoria-Geral da República e foi rejeitado pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).


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