12/05/2015 17h38 - Updated 13/05/2015 10h58

“Inocente operation” it takes 17 people in Manaus

Ação se deu em cumprimento de 24 preventive arrest warrants.
Photo: Pedro Braga
Photo: Pedro Braga

A Polícia Federal no Amazonas deflagrou na manhã de hoje (12), ação policial denominada ‘Operação Inocentes’*, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em prática de crimes diversos em desfavor da Capitania dos Portos em Manaus/AM, dentre os quais se destacam tráfico de influência, corruption, falsificação de Cadernetas de Inscrição e Registro (CIR), dentre outros documentos emitidas pela Marinha do Brasil.

As investigações iniciaram-se a partir de denúncias e documentos elaborados pela Marinha do Brasil (MB), os quais encaminhavam diversas Cadernetas de Inscrição e Registro (CIR) falsificadas, apreendidas durante fiscalizações de rotina realizadas nos rios da Amazônia.
A partir desses dados, a Polícia Federal conseguiu identificar um grupo de despachantes que atuava na falsificação e comércio ilegal desse tipo de documento. A quadrilha também contava com a participação de militares que atuavam em Manaus (AM), empresários e donos de embarcações.

A ação ocorreu, simultaneamente, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro e Pará, em cumprimento de 24 preventive arrest warrants (among them, 08 military), 07 search and seizure warrants and 12 conduções coercitivas.

Também foi decretado, at the request of the Federal Police, o sequestro de bens e valores dos suspeitos no valor de aproximado de R$ 2,4 millions, além da suspensão das licenças de 08 boats.

Photo: Pedro Braga

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Segundo o delegado Marcelo Maceiras pelo menos 80 carteiras foram apreendidas e cerca de cem inquéritos abertos para investigar a falsificação de documentos que envolve, além das Carteiras de Inscrição e Registro (CIR), documentação de embarcações e certificados de Ensino Médio. Os preços cobrados pelos falsificadores, conforme Maceiras, It was R $ 600 a R$ 1.200.

De acordo com o delegado os oito militares presos atuavam na fase de despacho das embarcações, quando é exigida, com a documentação, a CIR, assim como na fiscalização nos rios, onde o militar da Marinha tem acesso ao protocolo e pode flagrar documentos falsos. Para Marceiras todos os despachantes, militares e empresários do setor de navegação atuavam em ação conjunta para burlar a Capitania dos Portos com as falsificações. A investigação da Polícia Federal durou cerca de sete meses.

O nome da operação faz alusão ao fato de que uma boa parte dos escritórios desses Despachantes se localizava nas proximidades da Capitania dos Portos, na Rua dos Inocentes.

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