26/07/2015 09h24 - Updated 28/07/2015 14h34

electricity sector will be the next target of Lava Jato

Acordo de cooperação entre autoridades brasileiras e suíças pode levar a outras apurações.
Photo: Nacho Doce / Reuters
Photo: Nacho Doce / Reuters

A condenação de executivos da Camargo Corrêa e a denúncia formal contra os presidentes e ex-dirigentes das duas maiores empreiteiras do País, Odebrecht e Andrade Gutierrez, abrem nova fase das investigações da Operação Lava Jato. A investigação se aproxima de PT e PMDB como integrantes importantes do esquema de corrupção, em conluio com o comando do cartel empresarial, que fatiava obras da Petrobras mediante o pagamento de propina desde 2004.

Com a chegada dos primeiros documentos oficiais da Suíça, após acordo de cooperação internacional entre autoridades brasileiras e suíças, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato acredita ter abertouma janelanas apurações que levarão à comprovação do uso de contas secretas dos quatro núcleos do esquema: empresarial, political, de operadores financeiros e de agentes públicos.

Além de chegar às contas secretas das empreiteiras, dos políticos, dos dirigentes da Petrobras e dos operadores de propina, os investigadores vão ampliar a devassa em contratos, antes centrada na estatal, a outras áreas dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) and Dilma Rousseff (2011-2014). Uma das prioridades é o setor energético e envolve as obras de grandes usinas, como Belo Monte, no stop, and Creek 3, que tiveram investimentos bilionários.

As delações de dois executivos da Camargo Corrêa, que confessaramcartelizaçãoe pagamentos de propina nessas obras, reforçaram as suspeitas levantadas após o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa confirmar que o esquema de propina era generalizado. Primeiro delator da Lava Jato, Costa era sustentado no cargo por um consórcio entre PP, PMDB e PT e confessou ter agido em nome desses partidos. “Temos elementos para apontar que o esquema de cartel e corrupção foi além da Petrobrás”, afirmou o procurador regional da República Carlos Fernando Lima, um dos integrantes da Lava Jato.

A sentença dos três executivos da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini (former president), Eduardo Leite (ex-vice-presidente) e João Ricardo Auler (ex-presidente do Conselho de Administração), last week, foi a primeira condenação do núcleo empresarial do esquema. “No período compreendido entre 2004 e 2014, uma grande organização criminosa estruturou-se com a finalidade de praticar delitos no seio e em desfavor da Petrobrás”, sustenta o MPF. Um prejuízo de pelo menos R$ 19 billion.

According to the Task Force Lava Jato, o núcleo empresarial, em conluio com o núcleo político, detinha o comando do esquema. Por meio dessa união, houve uma sistematização da corrupção, à partir do maior caixa de investimentos do governo federal, a Petrobras, nas demais esferas. Avancini e Leite foram condenados pelo juiz da 13.ª Vara Federal, in Curitiba, Sergio Moro, que conduz os processos em primeiro grau da Lava Jato, a 15 anos e dez meses de reclusão, mas como fizeram delação premiada foi concedido a eles o direito ao regime de prisão domiciliar. Auler pegou nove anos e seis meses de reclusão.

Source: Exame.com

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