16/08/2015 09h11 - Updated 18/08/2015 13h32

Brazil is the third time the streets against Rousseff and the PT

A manifestação em Manaus começará às 14h.
Photo: Nelson Almeida/AFP
Photo: Nelson Almeida/AFP

O governo Dilma Rousseff enfrenta neste domingo o terceiro protesto popular em apenas oito meses do seu segundo mandato. Assombrados pelo fantasma da inflaçãocujo índice já supera a popularidade da presidente -, diante do maior índice de desemprego em mais de cinco anos e perplexos com a magnitude do esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato, os brasileiros voltam às ruas para um ato que tem como mote a fraseNão vamos pagar a conta do PT”. In Brasilia, a classe política está atenta às manifestações, que podem jogar novamente no fundo do poço um governo que ensaiou na última semana tentativas de emplacar uma agenda positiva.

Convocado pelos movimentos Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados On Line, os protestos deste domingo estão confirmados em mais de 200 cities, segundo o líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer. O mapa das manifestações vai de Norte a Sul do país e inclui todas as capitais. “Espero que o Congresso reconheça o clamor popular, talvez num nível nunca antes visto na história deste país, e encaminhe um pedido de impeachment”, afirma Chequer. Ele garante, However, que o foco dos protestos não será apenas ofora Dilma”, mas também a luta contra a corrupção. “The Attorney General of the Republic, Rodrigo Janot, tem uma lista de 48 políticos suspeitos de envolvimento no petrolão. Exigimos saber o que será feito dela”, full.

Assim como nos demais protestos, a Avenida Paulista será o grande termômetro das manifestações. Os diferentes grupos que convocaram os atos antigoverno ficarão espalhados da seguinte maneira: Vem Pra Rua ficará na esquina da Avenida Paulista com a Rua Pamplona, o MBL, em frente ao Masp, e o Revoltados On-line, no cruzamento com a Augusta. A Polícia Militar vai aumentar o efetivo na região da Paulista e também nas estações de metrô, principal meio de chegada dos manifestantes ao local. Serão destacados 1.000 homens para o evento. Para evitar eventuais confrontos com grupos pró-PT, os participantes são orientados a não reagir a provocações, como explica Renan Haas, do Movimento Brasil Livre. “Não registramos qualquer ocorrência nos demais protestos e não será agora”, says.

Se o primeiro protesto, in March, se deu de forma apartidária, agora o movimento conta com o apoio de lideranças da oposição. O PSDB chamou a população às ruas em inserções no rádio e na televisãosegundo a coluna Radar, de Lauro Jardim, o presidente do partido, Senator Aécio Neves, pretende participar pessoalmente da manifestação. O deputado tucano Carlos Sampaio (SP) prevê um grande engajamento da população neste domingo. “O governo aposta que as manifestações não vão dar em nada. Mas vão, e será um baque para a presidente e sua base aliada, que tem se mantido cada vez mais distante desse governo”, afirma o líder do PSDB na Câmara.

Para o peemedebista Leonardo Picciani (RJ), a tese de impeachmentperdeu um pouco de força”. Ao longo da semana passada, o governo federal conseguiu respirar em meio à crise política: Senate President, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu estender a mão a Dilma com sua Agenda Brasil e o Tribunal de Contas da União concedeu mais tempo para o governo explicar as pedaladas fiscais. Besides that, o Planalto emplacou diversos encontros com movimentos de esquerda em busca de apoio à petista. “É preciso aguardar a dimensão dos protestos. O mundo não acaba depois de uma manifestação, mas é evidente que os protestos podem ter alguma influência e, mainly, exigir uma maior ação para reagrupar a base e tomar medidas de recomposição”, diz o deputado.

Mas a posição moderada não é unânime no partido. “Tudo no Brasil começa depois do dia 16. The day 17 vai definir se nós vamos passar mais três anos e meio sangrando ou se nós vamos partir para uma alternativa de poder”, afirma um peemedebista rebelde. Para Haas, “a voz das ruas justificará uma atuação mais drástica do Congresso”. Já Chequer acredita que os recentes arranjos pró-Planalto são mais um motivo de indignação que levará os brasileiros às ruas. “Criou-se um sentimento de ‘não vamos deixar isso acontecer'”, says.

Manaus
O início do ato em Manaus está previsto para começar às 14h deste domingo. A manifestação terá dois locais de concentração, um na Praça do Congresso, Avenida Eduardo Ribeiro, Centro e o outro na Avenida Djalma Batista com Rua Pará.

A Djalma Batista será isolada a partir das 12h para montagem de estrutura que será palco do ato civiI, local onde idosos, pais com crianças, portadores de necessidades especiais ou todos aqueles que quiserem maior comodidade, poderão aguardar a chegada da marcha. O ato civil (depois que todos estiverem reunidos) iniciará às 17h e o encerramento da manifestação está previsto para às 20h.

Source: Veja.com e Redação AM POST

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