26/08/2015 19h27 - Updated 26/08/2015 19h40

TCU blame former president of Petrobras by billionaire loss in refinery

Corte detectaram prejuízo de R$ 1,27 bilhão em oito contratos para modernizar a refinaria.
Photo: Ueslei Marcelino / Reuters
Photo: Ueslei Marcelino / Reuters

The Union's Court of Auditors (TCU) responsabilizou nesta quarta-feira, 26, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e outros executivos da estatal por irregularidades em obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Parana, a cargo de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.

Como antecipou o jornal O Estado de S.Paulo na terça-feira, 25, auditorias da Corte detectaram prejuízo de R$ 1,27 bilhão em oito contratos para modernizar a refinaria.

O sobrepreço bilionário foi calculado a partir de dados levantados pelos auditores da Corte e do compartilhamento de informações da Lava Jato pela Justiça Federal no Paraná.

O valor das perdas pode ser bem maior que o já apurado, pois a área técnica do TCU analisou despesas de R$ 3,8 billion, que correspondem a apenas uma parte do valor total aplicado (R$ 10,7 billion).

Diante dos dados compartilhados e do esquema de cartel e corrupção já revelado na operação, o TCU pediu ao Ministério Público de Contas, que atua junto à Corte, que avalie se é pertinente reabrir outras investigações sobre a Repar que haviam sido arquivadas sem indicar irregularidades, pois podem ser detectados novos débitos.

Na sessão desta quarta-feira, o tribunal decidiu abrir tomadas de contas especiais (TCE) para apurar o valor exato do dano ao erário e avaliar eventuais punições a dirigentes da estatal.

Gabrielli alega que, como presidente, não tinha funções executivas relativas aos contratos, atuando apenas em tarefas e coordenação.

Beyond, serão alvos desses processos o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, um dos presos da Lava Jato, e o ex-gerente executivo da Diretoria de Abastecimento Pedro Barusco, que atualmente cumpre prisão domiciliar, após confessar participação nos desvios em regime e delação premiada.

Nas TCEs, o tribunal também avaliará sanções contra gerentes da estatal à época das obras.

Quase todo o dano ao erário apurado é referente a três contratos com o chamadoclubede empreiteiras investigado na Lava Jato.

Nas obras a cargo da Camargo Corrêa e da Promon Engenharia (Consórcio CCPR), o prejuízo foi de R$ 551 millions.

O contrato executado pela MPE Montagens com a Mendes Júnior e a SOG Óleo e Gás (Consórcio Interpar) tinhagordura” R $ 460 millions.

Já nos serviços a cargo de Odebrecht, OAS e UTC (Consórcio Conpar), foi achado sobrepreço de R$ 184 millions.

Para o TCU, a Diretoria Executiva da Petrobras, presidida por Gabrielli de 2005 a 2012, restringiu a competição em licitações comoestratégia corporativa”, o que favoreceu as empreiteiras do chamadoclube”.

Elas foram contratadas por valores até 19% acima do inicialmente estimado pela estatal. after that, foram beneficiadas por aditivos que aumentaram mais ainda o valor a ser pago.

Considerando que esses procedimentos facilitaram sobremodo a formação do cartel de empresas revelado pela Lava Jato, com gravíssimas consequências morais e materiais para a empresa, julga-se pertinente a atribuição de culpa não apenas ao presidente da companhia da época (Gabrielli), mas também aos então diretores de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e de Serviços, Renato Duque, e ao ex-gerente executivo Pedro Barusco”, justificam os auditores.

*** If you are in favor of a totally free and impartial press, collaborate enjoying our page on Facebook and visiting often the AM POST.

Latest news

Contact Terms of use Wp: (92) 99344-0505