02/11/2015 10h18 - Updated 2/11/2015 10h18

Deputados reeleitos estão menos fiéis ao Planalto

Dois de cada três dos 299 deputados reeleitos estão menos governistas.
Photo: Pedro Ladeira / Folhapress

Dois de cada três dos 299 deputados reeleitos estão hoje menos governistas do que em 2011, no começo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Desse contingente, quarenta trocaram de lado: votam agora mais com a oposição do que com o governo. Os demais apenas ficaram menos fiéis ao Palácio do Planalto.

O afastamento dos deputadosveteranosda órbita do governo é medido de acordo com seus padrões de votação, registrados por uma ferramenta do jornal O Estado de S. Paulo que mede o governismo de parlamentares, partidos e bancadas estaduais. In 2011, esses 299 deputados tinham uma taxa média de governismo de 78 points, em uma escala de zero a 100. In this year, until October, a média dos mesmos parlamentares caiu para 65 points. A taxa de governismo mede o alinhamento de cada parlamentar às orientações do líder do governo na Câmara nas votações. Se o deputado votar sempre da mesma forma que o líder do governo, sua taxa será 100. Se o fizer em metade das votações, a taxa será 50, e assim por diante.

‘Vira-casacas
Há um grupo de reeleitos que se caracteriza pela alta fidelidade a Dilma no primeiro mandato e pelo confronto no segundo. Na lista dos trinta maioresvira-casacas”, a taxa de governismo média caiu de 94 pontos em 2011 just 40 pontos neste ano.

O gaúcho Jerônimo Goergen, do PP, é o líder no ranking dosvira-casacas”: ele votou com o governo em 98% das vezes em 2011; today, essa taxa caiu para apenas 25%. “Ficou mais fácil fazer oposição”, disse Goergen ao Estado, on Friday. “Houve uma perda de qualidade muito grande no governo.

In the elections of 2010, Goergen votou em José Serra (PSDB) na disputa contra Dilma. Next year, foi um dos deputados mais fiéis ao governo da petista. “O ambiente era outro, eu estava em primeiro mandato na Câmara e basicamente apenas seguia a orientação da liderança do meu partido”, he said. Um dos deputados investigados pela Operação Lava Jato, Goergen nega relação entre esse fato e seu afastamento do governo. “Meu nome apareceu nas investigações em março deste ano, mas já em 2014 o PP do Rio Grande do Sul decidiu romper com Dilma”, he said.
Outro expoente no ranking é Paulo Pereira da Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da Força. Hoje ele é um dos articuladores da tentativa de abrir um processo de impeachment contra Dilma no Congresso. In 2011, however, ele se alinhou ao governo em nove de cada dez votações das quais participou.

Padrão
Há um claro padrão partidário na onda de distanciamento dos parlamentares em relação ao governo. no PP, Jerônimo Goergen não está sozinho: 26 of 27 integrantes do partido que exerciam mandato também em 2011 estão hoje menos governistas. A exceção é Jair Bolsonaro (RJ), que já fazia oposição extrema no primeiro mandato de Dilma e manteve os mesmos padrões de votação.

No PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, o movimento é similar: of 46 deputados reeleitos na legenda, 41 (89%) tiveram queda na taxa de governismo, dois mantiveram seus níveis e apenas três passaram a ser mais fiéis às orientações do Palácio do Planalto.

Houve afastamentos significativos também no PSB, no PTB e no PDT, partidos que já abandonaram formalmente a base de apoio a Dilma. No PSB, que se afastou da petista ainda no final do primeiro mandato, 16 of 18 deputados reeleitos estão menos governistas. No PDT, 15 of 16 “veteranosseguiram a mesma tendência. No PTB, were 16 from 18.
Levando-se em conta toda a Câmara, e não apenas os deputados reeleitos, 16 partidos estão atualmente menos governistas do que no começo do primeiro mandato de Dilma.

All the 21 deputados reeleitos que são investigados pela Operação Lava Jato, Federal Police, são hoje menos governistas do que em 2011, no primeiro ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Do grupo de parlamentares investigados, 19 integram o PP, um o PT e um o PMDB. Apesar de serem menos fiéis, a maioria (15) continua votando mais com o governo do que com a oposição.

Source: Veja.com

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