Janot estuda incluir Jaques Wagner em lista de investigados

Mensagens obtidas pela Lava Jato devem servir de base para gerar uma nova lista de investigados.
08/01/2016 09h10 - Updated 8/01/2016 09h10
Photo: reproduction

As mensagens obtidas pela Operação Lava Jato com a apreensão do celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido nos meios empresarial e político como Léo Pinheiro, devem servir de base para gerar uma nova lista de investigados a ser encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, the Supreme Court.

Ao menos três ministros da presidente Dilma Rousseff aparecem nos diálogos obtidos na investigação: the chief minister of the Civil House, Jaques Wagner (PT); o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT); e o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB).

This Thursday, o jornal O Estado de S.Paulo revelou mensagens de Pinheiro em que Jaques Wagner fala sobre a liberação de recursos do governo federal. Os diálogos, second esearchers, também indicam que Wagner intermediou negociações para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, in 2012, no período em que esteve à frente do governo da Bahia (2007-2014). Em uma primeira análise, o diálogo é considerado “grave” por investigadores.

A avaliação preliminar é de que as conversas de Léo Pinheiro escancaram osintestinos de Brasíliae relaçõespouco republicanasde políticos com empresários na capital federal. Pinheiro tinha acesso a praticamente toda a classe política, de acordo com a investigação. Caberá ao grupo que auxilia Janot decifrar, in the next weeks, os supostos esquemas mencionados nos diálogos obtidos e identificar o que pode ser enquadrado como indício de crimecasos em que devem ser feitos pedidos de abertura de inquérito.

As mensagens do celular de Pinheiro foram transcritas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal no Paraná, onde correm as investigações da Lava Jato na 1.ª instância. At the end of 2015, a PF encaminhou à Procuradoria os casos em que há menção a políticos com foro privilegiado. O celular de Léo Pinheiro levou ao conhecimento de investigadores tanto conversas diretas com os políticos, como contatos com intermediários e menções aos parlamentares e ministros.

Nomes
A lista de políticos mencionados nas conversas registradas no celular de Léo Pinheiro inclui, além dos três ministros de Estado, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), and Senate, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Também fazem parte das conversas, de acordo com fontes com acesso às investigações, os senadores Edison Lobão
(PMDB-MA) and Lindbergh Farias (PT-RJ); e os deputados federais Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS).

Léo Pinheiro usava apelidos para se referir aos políticos, as “Brahmasobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Lindbergh, a referência identificada pelos investigadores é a alcunhalindinho”. Não há identificação, until now, de trocas de mensagens diretas entre Lula e o ex-presidente da OAS.

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari e o ex-deputado federal e ex-líder do partido na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP), já investigados na Lava Jato, também surgem nas mensagens. Ainda há conversas sobre o ex-tesoureiro do PT condenado no mensalão, Delúbio Soares, e sobre o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz.

A expectativa é de que na volta do recesso do STF, in February, parte das decisões da Procuradoria seja revelada. Total, o material com mensagens de Léo Pinheiro tem quase 600 pages. O envolvimento do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, está entrelaçado às ações de Eduardo Cunha.

Há relatos de combinação de encontro entre Cunha e o ex-presidente da OAS, for example, com intermediação de Henrique Eduardo Alves, segundo fontes com acesso ao material.


defenses

The Minister of Governance, Jaques Wagner, disse em nota estarà disposição do Ministério Público e demais órgãos competentes para quaisquer esclarecimentos”. Ele negou irregularidades na relação com Léo Pinheiro. the note, o ministro manifestourepúdio à reiterada prática de vazamentos de informações preliminares e inconsistentes, que não contribuem para andamento das apurações e do devido processo legal”.

Também em nota, Minister of Tourism, Henrique Eduardo Alves (PMDB), he said “refuta qualquer ilação baseada em premissas equivocadas ou interpretações absurdas”.

The mayor, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também criticou ovazamento seletivode informações. “Supostos diálogos que a PGR (Procuradoria-Geral da República) atribuiu a mim não são comigo. Também acho estranho que só vazaram diálogos comigo quando existem 632 páginas de conversas com outras pessoas.

Source: Veja.com


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